Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Uma passeata de Natal - no Porto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A cor do Natal - Braga

A procura de Caminhos de Luz na Noite da Alma... Neste Natal, em Braga.


Porque... chegou o tempo!

Não é porque seja noite
Ou a chuva caia!
Podia ser de dia
Com o sol rutilante a causticar o chão de pedra.
Mas o que tem de acontecer
Acontece seja qual for o tempo
E o momento!
Acontece como se fosse uma carta atirada
Pelas mãos do vento!
E então,
Quando o vento passa,
Como um cavalo a galope
E este se afasta,
É no silêncio que fica
Que os olhos... olham,
A atenção... atenta,
A memória... lembra os pequeníssimos detalhes
Como fios de teias
Urdidas nos labirintos e nos becos do tempo...
E faz-se luz!
Completamente!
Mesmo que seja noite e faça vento...
Porque... chegou o tempo!
-

(Os caminhos do silêncio)
Poesia de Eduardo Aleixo


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Douro - Ivo Machado

Estas fotos foram tiradas pelo meu amigo Ivo Machado, no Verão passado. Apreciemos a poesia de Miguel Torga numa bela melodia de palavras, som e imagem:




Para lembrar quem é Ivo Machado, aqui no blogue na etiqueta "Poesia":
http://lucy-natureza.blogspot.com/search/label/Poesia

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lousã (4) - Aldeias do Xisto


Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro são aldeias cravadas na serra da Lousã, ligadas entre si pela história e cultura comuns, mas sobretudo pelo viver genuíno das gentes. Ao reabilitarem-se casas e condições de vida, recuperam-se os sorrisos que nestas três aldeias voltam a chamar quem aprecie o casario encostado a ruas estreitas e as fontes que cantam os segredos da Serra.

Descobrir estas três Aldeias do Xisto representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã, embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies, algumas raras e protegidas. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito. Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos activos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores. Hoje, as suas raízes somos todos nós.

Fonte: Aldeias do Xisto: -"A Descoberta começa aqui"
http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/3/5/97/134


domingo, 15 de novembro de 2009

Lousã (3) - Aldeias do Xisto

Na serra da Lousã, à procura das famosas Aldeias do Xisto...


Candal

Aninhado na Serra da Lousã, a Aldeia de Candal ergue-se numa colina voltada a Sul. Estrategicamente colocada junto à Estrada Nacional, que liga Lousã a Castanheira de Pera, esta Aldeia está habituada a receber visitantes. Estes são recompensados por subir as suas ruas inclinadas pois, chegados ao miradouro, uma belíssima vista sobre o vale se apresenta, referscada pela Ribeira do Candal.

Beneficiado pela acessibilidade privilegiada que lhe proporciona a Estrada Nacional, Candal é muitas vezes considerada a mais desenvolvida das aldeias serranas e uma das mais visitadas. Aos seus habitantes de sempre é comum juntarem-se ocupantes de férias e fins-de-semana que aqui acorrem em busca de ar puro e boa companhia.
Fonte: Aldeias do Xisto - "A Descoberta Começa Aqui"

http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/3/5/97


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Lousã (2) - um passeio pela serra


Um belo passeio pela serra da Lousã, visita ao Castelo, às ermidas de Nossa Srª dos Remédios, subida à capelinha de Nossa Srª da Piedade e uma fresca caminhada pela ribeira de Arouce, tendo como guias um casal de cachorros (que vieram ao meu encontro), pertença do restaurante "Burgo".
Um passeio a repetir, sem dúvida!...









O Castelo da Lousã, conhecido também como Castelo de Arouce, situa-se num estreito contraforte da Serra da Lousã, a poucos quilómetros de Arouce, não se conhece ao certo quando foi edificado, mas a tradição popular conta que na época da ocupação muçulmana, um emir de nome Arunce, o terá construído para proteger uma filha.

(...)

Pondo de parte a lenda, o castelo poderá ter sido edificado por volta de 1080, na época de Fernando Magno, que dominava esta região, depois de a ter reconquistado ao árabes, que voltariam a conquista-la em 1124, para voltar a ser reconquistada por, Teresa de Leão e passar para o domínio português, com a independência do Condado Portucalense.

Toda a região da Lousã pertenceu aos duques de Aveiro até 1759, passando depois para a posse da Coroa portuguesa. Já no século XX foi classificado como Monumento Nacional, desde o que tem vindo a ser alvo de obras de conservação do edifício e da paisagem florestal que o rodeia.

O castelo tem pequenas dimensões, as muralhas estão construídas em alvenaria de xisto, cuja Torre de Menagem se salienta entre a vegetação, para quem de longe observa a encosta da Serra da Lousã.

http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=monumentos.ver&artid=14727&distritoid=06






domingo, 8 de novembro de 2009

Lousã (1)

Turismo no Centro de Portugal

A Lousã tem muitos motivos de interesse: os vestutos solares de setecentos e oitocentos marcam, senhorialmente, o traçado de muitas ruas. A Misericórdia e a sua capela, a Igreja Matriz, e o belo edíficio, ao gosto barroco, dos Paços do Concelho contribuem para um passeio pela história que deve chegar até à ponte medieval de Foz de Arouce atravessada, decerto, por muitos soldados nas Invasões Francesas.

http://www.turismo-centro.pt/concelho/?id=6



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nossa Senhora da Paz...


“Meu pátrio Lima, saudoso e brando,
Como não sentirá quem Amor sente,
Que partes deste vale descontente,
Donde também me parto suspirando?”
Diogo Bernardes


A riqueza natural do concelho de Ponte da Barca, assim como algum do património construído, são o tema principal desta visita.
Tendo sempre presente a admirável paisagem que nos rodeia, iniciamos o percurso em frente à Delegação de Turismo de Ponte da Barca.
Seguindo sempre pela estrada nacional em direcção a Lindoso. Passamos pelas freguesias de Vila Nova de Muía, Touvedo (S. Lourenço) e Touvedo (Salvador).
Nesta última, logo após a passagem da indicação da freguesia, viramos à direita (direcção Salvador – Igreja) continuando a viagem sempre a subir até à freguesia de Vila Chã (S. João Baptista).
Aqui fazemos a primeira paragem do itinerário.


Vila Chã (S. João Baptista)

Foi uma das freguesias iniciais da medieval Terra da Nóbrega, tendo vindo a beneficiar do foral manuelino a esta outorgado em 24 de Outubro de 1513.
Documentada desde as Inquirições de 1290, é designada por S. João de Vila Chã de Jusão.
Nesta freguesia, destacam-se a Capela da Senhora da Paz; o Museu de Cristais de Quartzo, com a maior colecção privada do país; um monumento ao Cristo Rei; um cruzeiro; a Pomba da Paz e a Igreja Matriz.


Fonte: À DESCOBERTA DO PATRIMÓNIO
Percurso de Automóvel pelo concelho de Ponte da Barca





quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Marcha Infantil pela Paz

«Quarta-feira, 4 de Novembro: FAMALICÃO Local: Casa de Camilo (S. Miguel de Seide) As crianças das escolas de Seide S. Miguel, Seide S.Paio, Abade de Vermoim e Antas (Cruzeiro) irão realizar uma marcha, com partida da Casa de Camilo. Ao longo do percurso, irão passando o testemunho – a bandeira da Marcha – à escola seguinte, concluindo-se o percurso às 11h30, na igreja de S. Tiago das Antas. »

Saber mais sobre o programa, aqui: http://pimentanegra.blogspot.com/2009/11/marcha-mundial-pela-paz-e-nao-violencia.html



E como já era anunciado, hoje de manhã realizou-se a Marcha Infantil pela Paz. De S. Miguel de Seide a S. Tiago de Antas - 5 km - de PAZ...

... proclamada em alta voz pelos alunos, que passaram o testemunho de escola em escola, conforme o percurso.


Que estas vozinhas infantis que cantaram: "... não chegarão os braços para tantos abraços!" - sejam ouvidas mais depressa nos céus...


Que a TERRA de chão firme seja encontrada pelas pombas mensageiras, para que sorrisos e abraços se multipliquem e façam desaparecer de vez... todas as águas da tribulação.


Um bem haja a todos os organizadores, homens de muito boa vontade, sempre disponíveis para enfrentar qualquer caminhada:
-GRUCAMO (grupo de caminheiros de montanha de S. Miguel de Ceide);
- Emílio Rubio (coordenador da Rota Galiza)
- Grupo Musical PEDRA D'ÁGUA;
- E tantos outros que cantaram a mesma VOZ.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Marcha Mundial pela Paz e Não Violência"

Famalicão antecipa chegada da Marcha pela Paz e a Não-Violência


Cerca de duas mil pessoas participaram ontem nas diversas iniciativas organizadas na cidade de Famalicão a propósito da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. Esta Marcha chegará a Portugal no próximo dia 3 de Novembro, e passará por Famalicão no dia 4, mas a cidade quis aproveitar o fim de semana para convidar os famalicenses a unir-se a esta causa.
Pressenza International press agency:


«A Associação Grucamo, Grupo de Caminheiros de Montanha, sediada em Seide S. Miguel, Conselho de Vila Nova de Famalicão, em colaboração com a ONG (Organização Não Governamental), Mundo sem Guerras, que há 15 anos trabalha no campo do pacifismo e da não violência, vai promover em Vila Nova de Famalicão, a "Marcha Mundial pela Paz e Não Violência".


Esta Marcha começará na Nova Zelândia no dia 2 de Outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas "Dia Internacional da Não Violência". Terminará na cordilheira dos Andes (Punta de Vacas, Aconcágua, Argentina) no dia 02 de Janeiro de 2010.

À sua passagem pelas cidades serão realizadas fóruns, encontros, festivais, conferências e eventos desportivos, culturaus, sociais, musicais, artísticos, educativos, etc...


Para um melhor acompanhamento e informações visite www.marchamundial.org / www.theworldmarch.org/»
Informação tirada neste site:


«Ao todo dez cidades portuguesas juntam-se, a partir desta terça-feira, à "Marcha pela Paz e Não-Violência", num apelo ao desarmamento que conta com a participação de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo.
Portugal é um dos 103 países que a Marcha vai percorrer e é também aquele onde serão atravessadas mais cidades, afirmou o Coordenador da Rota Galiza-Portugal, Emílio Rubio.


O percurso português tem início em Valença do Minho, na terça-feira, depois segue-se Viana do Castelo e Braga, Famalicão, Porto, Aveiro, Vouzela, Viseu, Coimbra, Tavira e Lisboa.»

Informação tirada no site:






E ainda, o Sarau cultural na Fundação Cupertino de Miranda:

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Leiria - Castelo


O Castelo de Leiria foi mandado construir por D. Afonso Henriques, como forma de estabelecer uma linha defensiva contra os árabes, mas as suas guerras com a Galiza fizeram com que os árabes aproveitassem a deslocação dos exércitos do Condado Portucalense para o norte, para, por duas vezes, conseguirem apoderar-se de Leiria.

Em 1142, depois de reconquistar definitiva Leiria, D. Afonso Henriques, mandou reforçar a as defesas do castelo e D. Sancho I, já por volta de 1195, mandou erguer as muralhas da cidade.

A importância desta cidade foi crescendo, tornando-se palco de actos importantes, como a reunião das primeiras cortes, convocadas por D. Afonso III, foi residência de D. Dinis e da rainha Santa Isabel, nova reunião de cortes no reinado de D. Fernando e D. João I, celebra ali o casamento do seu filho D. Afonso, e também lançou os trabalhos de construção do novo Paço da Rainha.


Fonte: GUIA DA CIDADE


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nazaré - a lenda...


Lenda da Nazaré
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_Nazar%C3%A9




Conta a Lenda da Nazaré que na manhã de 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho, alcaide do castelo de Porto de Mós, caçava, nas suas terras junto ao litoral, quando avistou um veado, que de imediato começou a perseguir. De súbito, surgiu um denso nevoeiro que se levantava do mar. O veado (na versão popular, uma materialização do demónio) dirigiu-se para o topo de uma falésia. D. Fuas, no meio do nevoeiro, isolou-se dos seus companheiros. Quando se deu conta de estar no topo da falésia, à beira do precipício, em perigo de morte, reconheceu o local. Estava mesmo ao lado de uma gruta na qual se venerava uma imagem de nossa Senhora a amamentar o Menino. Rogou então, num grito desesperado, à Virgem Maria: Senhora, Valei-me!. Imediata e milagrosamente o cavalo estacou fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, o Bico do Milagre, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa que adviria de uma queda de mais de cem metros.

D. Fuas desceu à gruta para agradecer o milagre e de seguida mandou os seus companheiros chamar pedreiros para construirem sobre a gruta, em memória do milagre, uma pequena capela, a Capela da Memória, para ali ser exposta à veneração dos fiéis a milagrosa imagem. D. Fuas permaneceu no sítio do milagre até a obra da capela estar concluída. Antes de entaiparem a gruta, os pedreiros,desfizeram o altar ali existente e encontraram um cofre em marfim, contendo algumas relíquias e um pergaminho no qual se relatava a história da pequena imagem esculpida em madeira, representando uma Virgem Negra sentada a amamentar o Menino.


sábado, 24 de outubro de 2009

S. Martinho do Porto

E continuando viagem... até S. Martinho do Porto.

Uma breve estadia em Alfeizerão, numa casa onde Salazar já passou férias - segundo a recepcionista da Pousada da Juventude.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mosteiro de Alcobaça - Túmulos de D. Pedro e de D. Inês de Castro






A Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, também conhecida como Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, é uma das obras-primas da arquitectura e história Portuguesa, classificada pela UNESCO como Património Mundial, considerada mesmo uma das mais importantes abadias Cistercienses
Europeias.
Doada pelo primeiro rei Português, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval, as obras de construção da Abadia iniciaram-se em 1178, sendo a primeira obra verdadeiramente em estilo Gótico, erguida em solo português. Os seus traços gerais enquadram-se no rigor, austeridade e pureza das formas construtivas do espírito de S. Bernardo, que se devotava à oração, penitência, renúncia aos bens materiais e trabalho manual, em constante comunidade e no mais absoluto silêncio.

(...)

D. Pedro e D. Inês de Castro

O príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, perde-se de amores por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.
Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, decretando também D. Inês como rainha de Portugal.
D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.
O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.
Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados, muitos no próprio dia do casamento, dizendo-se que quem jura fidelidade a este amor, vê a eternidade do seu próprio.


Fonte: GUIA DA CIDADE
http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?G=monumentos.ver&artid=13791&distritoid=10




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Batalha de Aljubarrota - Centro de Interpretação


...

O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota é um projecto que inclui a remodelação quase total do antigo Museu Militar de São Jorge, instalado no Campo de São Jorge, onde se travou a Batalha de Aljubarrota, entre portugueses e castelhanos, em 14 de Agosto de 1385.

...

O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota está localizado na povoação de São Jorge, freguesia de Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria.


Fonte: Guia da Cidade
http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=artigos.index&artid=19082&distritoid=10#






segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mosteiro da Batalha

Prosseguindo viagem... (o diário)



O Convento de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha[1]) situa-se na Batalha, Portugal, e foi mandado edificar por D. João I[2] como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota.[2]
Este mosteiro dominicano foi construido ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos.
Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal[3].
Em Portugal, o IPPAR ainda classifica-o como Monumento Nacional, desde 1910.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

De Porto de Mós a Alvados


Diário de uma viagem...

De Fátima até Porto de Mós e passagem para Alvados, onde pernoitei na Pousada da Juventude. Um lugar magnífico e solitário na serra. Uma Pousada novinha e confortável só para quem gosta de sossego, longe da 'confusão' de Fátima!

Nos arredores, o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e as grutas de Alvados, Santo António e Mira de Aire...




domingo, 20 de setembro de 2009

Cultura na Casa de Lamas - Vieira do Minho

Mais de duas centenas de Vieirenses assistiram no passado domingo à inauguração da Casa da Cultura. A cerimónia de inauguração realizou-se pelas 16h00 e contou com a presença do executivo Vieirense, da Presidente da Assembleia Municipal e do Maestro Vitorino d’Almeida, entre muitas outras individualidades.

....................

Refira-se que a Casa de Lamas é um edifício com traça arquitectónica do séc. XVIII, e uma das construções mais interessantes existentes no concelho de Vieira do Minho. Trata-se de um valioso Solar Setecentista, com brasão outorgado por carta régia de Dona Maria I, a 19 de Outubro de 1779.
Restaurada e readaptada, num investimento superior a um milhão de euros, a Casa de Lamas está agora pronta e inaugurada para a sua missão de promoção e divulgação da cultura do concelho, do país e do mundo.

....................

Esta Casa da Cultura pretende ser um espaço vivo, dinâmico, atractivo e muito frequentado. Um Espaço de fruição cultural plena.

Fonte: http://www.cm-vminho.pt/index.php?oid=5388&op=all



A Casa de Lamas:

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Bienal de Artes Plásticas / 09 - Braga

Uma iniciativa da Câmara Municipal -

vários artistas bracarenses mostrando as suas obras,

um amigo de longa data: Edo_Pessegatti


Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa - Setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

Peneda...


Agosto / 2009

Aldeia de Santo António, na Peneda:

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Eu Reino" - em Porto D'Ave


"Eu Reino", com texto de Weydson Barros Leal e de Moncho Rodriguez, que assina também a encenação, INSPIRA-SE NA OBRA "Afonso Henriques - O Homem" de Cristina Torrão.


Os novecentos anos do nascimento de D. Afonso Henriques.
A forte ligação das Terras de Lanhoso à fundação do Reino de Portucale.

D. Teresa e seu filho Afonso Henriques deixaram o Castelo da Póvoa de Lanhoso e vieram enriquecer a cultura de uma das suas freguesias: Porto D'Ave
Uma noite inesquecível!...

Este foi o premúncio da romaria de Nossa Senhora de Porto D'Ave, que se realiza sempre no primeiro fim de semana de Setembro.
A famosa festa dos bifes e dos melões... uma memória que guardo com satisfação da minha infãncia.



30 de Agosto - o desfile das carroças,
31 de Agosto - a mesma peça de teatro que foi apresentada todo o Verão no Castelo da Póvoa de Lanhoso - "Eu Reino"










terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rumo a Rodeiros - P.N.P.G.

No dia seguinte...

domingo, 16 de agosto de 2009

Férias em família - PNPG

Passeio pedestre: Campo do Gerês / Junceda - PNPG

Photos Marc Huberty:

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gerês - Julho 2009

Ao sabor do vento...

I - Rio Caldo, Campo do Gerês, Vilarinho das Furnas

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Castelo das Paixões nas Terras de Lanhoso


Castelo de Lanhoso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Castelo de Lanhoso, também referido como Castelo de Póvoa de Lanhoso, localiza-se na freguesia de Póvoa de Lanhoso, concelho de mesmo nome, distrito de Braga, em Portugal.
Erguido no topo do Monte do Pilar - o maior monólito granítico do país -, isolado na divisa dos vales dos rios Ave e Cávado, dentro dos seus muros foi erguido um santuário seiscentista, utilizando a própria pedra das antigas muralhas. A meia encosta, no seu acesso, podem ser apreciados os vestígios de um antigo castro romanizado. A tradição refere que neste castelo se refugiou, por duas vezes, a condessa Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques (1112-1185).


A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresenta o espectáculo "Castelo de Paixões", com texto e encenação de Moncho Rodriguez, todas as sextas-feiras dos meses de Julho e Agosto, pelas 21h30 no Castelo de Lanhoso.
"Dona Urraca apoiada pelo Bispo galego Gelmirez, cerca o Castelo de Lanhoso onde se refugiará Teresa de León. Não havia outra alternativa, as forças de Urraca, bem mais numerosas, obrigaram a mãe de Afonso Henriques utilizar como único refugio o pequeno Castelo de Lanhoso. Aqui começa a lenda, que acabo de inventar e até pode ser verdade. O mensageiro, arauto de Dona Urraca, que se chamava BRITES, ao chegar ao Castelo de Lanhoso, com a missão de anunciar o cerco do Castelo, teve uma visão que parecia um sinal enviado por forças ocultas na noite. Uma jovem mulher, radiante como uma estrela, apareceu na sua frente. Cego pela beleza da jovem donzela, Brites não viu que ela era apenas um duende da noite, uma figura encantada, um espírito que pairava no ar. Aproximou-se e perguntou o seu nome e uma voz como de um anjo respondeu: "Sou ANA". Em seguida desapareceu. (...)"

Assim começa a história que estreou no dia 6 de Julho, no espaço envolvente e no Castelo de Lanhoso.

Desde a primeira cena, o espectador é convidado a entrar no universo do fabuloso. Envolto por imagens onde se misturam as linguagens da ópera, do teatro, do cinema, da música e da dança, são transportados para o interior do Castelo junto com os protagonistas, para se defenderem do cerco imposto por Dona Urraca.

Vivências numa noite de magia e ilusão teatral: a guerra, a vitória, o degredo, conduzidos pela narrativa da saga poética de dois jovens amantes, ANA e BRITES, seres do universo do encantamento, guardiães da memória e do mistério, que encontraram no Castelo de Lanhoso o palco para a sua trágica história de amor.

Dois séculos de história, lendas e invenções, acontecem numa noite de magia teatral. Da responsabilidade do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, este é um espectáculo onde os protagonistas do universo do fabuloso dialogam com personagens da história real, entrelaçando memórias inventadas, imagens da fantasia, com factos registados na história do reino de Portugal.

São 10 as oportunidades de relembrar a história do Castelo de Lanhoso e a história de Portugal, assistindo a uma espectacular encenação teatral.

BILHETES À VENDA no POSTO DE TURISMO DA PÓVOA DE LANHOSO


No Domingo passado, andei por estas terras de Lanhoso e Fontarcada, matando saudades de meus antepassados, que habitaram por estas terras:

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Festa Infantil - Casa das Artes - Famalicão

À minha netinha Joana, o meu "moranguinho" - que eu pego... trinco... e até meto na cesta...
A menina que me canta e encanta, e dança sem parar... e abre os bracinhos, dizendo: "I have a dream!" (aqui na foto, a menina de fita vermelha na cabeça)

Casa das Artes de Famalicão - 2 de Julho de 2009 - A Santa Casa da Misericórdia a festejar mais um ano de projectos e de aprendizagens desenvolvidas para crianças e idosos.
Um espectáculo "brilhante" proporcionado a pais, avós e outros familiares.

Uma organização impecável na entrada em palco, apesar da tenra idade dos artistas, alunos da Creche e Infantário de "Nossa Senhora da Lapa" e do ATL "Joaquim Pereira da Silva".

E como as crianças são imprevisíveis, há sempre momentos bem hilariantes, pelos acontecimentos que se vão desenrolando no palco:
- É a menininha de 2 anos, que ao encarar a escuridão e uma multidão de espectadores a encherem os mais de quinhentos lugares do grande auditório, se põe a chorar, mas mal a música começa a tocar, adeus tristeza... há é que abanar bem o rabinho!...
- ...é a vozinha de menino que sobressai e canta bem alto: "...tanto mel",
- ...é a menina que não consegue fechar o "guarda-sol", ou o malandreco que faz caretas para o público, mesmo estando de guitarra na mão e a acompanhar a "Amália Rodrigues".
- É o garotinho que cai porque as barbatanas nos pés lhe dificultam o andar, ou as criancinhas que dão as cambalhotas fora do colchão...

Uma série de 'apanhados' que dispõem muito bem o público, por fazerem parte do encanto de se ser pequenino - da espontaneidade e da ingenuidade da criança.
O carinho com que todos os familiares observam, completamente emocionados, as actuações das suas "meninas do olho", fazem irradiar uma atmosfera de amor que sobe no ar..., juntamente com todos os balões coloridos que são lançados.

Mas em grande estilo foi mesmo a participação dos Seniores do "Lar S. João de Deus", muito bem disfarçados de ETs, a conduzirem as crianças da sala dos 5 anos para um momento de: "Give Peace a Chance".


A todas as educadoras e demais coordenadores da Santa Casa da Misericórdia, que ensaiaram e acompanharam as crianças, o mais sincero agradecimento por este momento bem passado.
Parabéns!




terça-feira, 30 de junho de 2009

Brinquedos da nossa geração

Dedico esta postagem aos meus irmãos, pois foi no seio familiar, que fiz a primeira aprendizagem na arte de brincar.


Em Junho de 2009, a Casa do Povo de Lousado - Vila Nova de Famalicão - levou a efeito uma exposição de "Brinquedos da Minha Geração" - que tive o prazer de visitar no átrio da Biblioteca Municipal de Famalicão.

Foi com emoção que reavivei na minha memória brinquedos que foram de meados dos anos cinquenta a princípios de sessenta, alguns deles recebidos nos meus aniversários de criança, outros ainda, nos Natais da minha inocência, como prenda no sapatinho.

Antigamente, não era comum oferecer-se brinquedos às crianças em qualquer época do ano e, também, não havia o "Dia da Criança", de maneira que qualquer brinquedinho recebido nestas duas datas importantes da vida infantil, fazia as nossas delícias por longo tempo.

Muitos destes jogos expostos me fizeram recordar certas amizades de infância, aquelas com quem partilhámos passatempos e descobertas que a nossa imaginação infantil deixou voar...


Recordemos:

domingo, 28 de junho de 2009

S. João já se acabou...


... e também a EXPOSIÇÃO DA SOND' ART - Oficina da Música esteve presente, desde o dia 13 de Junho até ao dia 24 de Junho, na tenda de exposição dos gigantones e cabeçudos, na Av. Central de Braga.


Não se pode deixar de apreciar certas caricaturas, certos "gigantones" públicos, bem 'apanhados', que fazem a risota do adulto ao vê-los rodopiar sem parar, esticando os braços frouxos e cegos... mas que sempre passam de raspão pelo rosto dos portugueses.

Não admira, pois, que as crianças tenham tanto medo destes "cabeçudos" gigantes!!!
E nós, não passamos de criancinhas perto deles!...
Ora vejam:



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Para começo de Verão...


Uma ida à praia ou ao campo, desde que haja água por perto, é a maior benção para um tempo sufocante. O fim de semana passado foi de um calor abrasador. No domingo não havia lugar onde colocar uma toalha, quanto mais um automóvel!!! Sair de casa pela tardinha ainda é a melhor solução!...

Praia de Vila do Conde e Caxinas:




A caminho de Abadia, passando por Ponte do Porto, Amares e Santa Maria do Bouro:



Santuário de Nossa Senhora da Abadia

Não tendo a sofisticação do mosteiro de Santa Maria do Bouro, em baixo no vale, este santuário mariano, muito antigo, impressiona pelo seu enquadramento paisagístico excepcional, a meia encosta e rodeado por uma mata verdejante. Os edifícios actuais são setecentistas, construídos num granito austero. Há uma calçada medieval que trepa a encosta ligando os dois locais de culto, oportunidade para sentir esta serra extraordinária que se eleva até Terras do Bouro.

Elementos Artísticos: O interior do templo setecentista, tem três naves, separadas por arcadas de volta inteira assentes em colunas toscanas.

Significado religioso: Neste local, segunda a lenda, teria sido encontrada num penedo, por revelação miraculosa, uma imagem da Virgem Maria, onde, supostamente, foi escondida, na altura da invasão árabe. Do primitivo santuário não existem vestígios.

http://www.lifecooler.com/Portugal/animacao/SantuariodeNossaSenhoradaAbadia

Mais informação em:

http://www.geocities.com/Heartland/Bluffs/6737/Abadia/Abadia.htm


quinta-feira, 18 de junho de 2009

“Momentos Notáveis do Velho Continente”

O habitual cortejo histórico... adiado desde o dia 10 de Junho, devido ao mau tempo. Um desfile que não costumo perder desde 1995.

Para início do cortejo, no domingo passado, dia 14 de Junho, desfilaram algumas bandas de música de Bombeiros do concelho de Famalicão e de outros concelhos.

(Além da agitação de "parapentes" sobrevoando as nossas cabeças, pondo toda a gente de nariz no ar!)

“Uma autêntica aula de história ao ar livre, mas também um espectáculo de teatro puro”, conforme referia o encenador do Cortejo, Miguel Fonseca.
E acrescentava: “Um teatro popular como outrora acontecia nos autos medievos, não o teatro burguês ou elitista, mas antes feito por populares amadores, os que amam o teatro”.
(...)

http://www.cm-vnfamalicao.pt/noticias/desenv_noticias.php?ntid=2484


terça-feira, 16 de junho de 2009

Marchas Antoninas 2009 - V.N.Famalicão

Este ano, pela primeira vez, fui até ao estádio de futebol de Vila Nova de Famalicão para assistir ao desfecho das Marchas Antoninas. O desfile é feito pelas várias ruas de Famalicão e termina no estádio, onde se encontra o palanque com o júri.


Foram treze as marchas concorrentes e, escusado será dizer, que assistir a tão bonito espectáculo popular, nos leva pela noite dentro..., passava das 2 h da madrugada quando abandonei o estádio, mesmo sem saber qual a marcha vencedora e sem assistir à fadista que iria entreter o público até ao resultado da votação.

Mas valeu a pena, foi um autêntico espectáculo de cor e alegria, proporcionado pela indumentária, pela música, pela coreografia, pela dança, pelo fogo de artifício e pelos balões subindo na noite..., não esquecendo o imenso amontoado de gente que ocupou uma ala da bancada, na sua totalidade.

Passei horas comprimida no meio da multidão, mas foi uma experiência fraterna, no "chegue-se p'ra lá, deixe sentar mais aquela senhora". Além de divertida, pois há sempre uns "parceiros bem cómicos" (quase cromos...!?) que fazem a locução em directo.
Um rapaz, ao meu lado, fez a delícia dos ouvintes ao gritar com voz de falsete: - Ó Lagoa! Ó Lagoa!... todo o mundo sorriu ternamente.
Também, colada a mim, estava uma velhinha que abanava a sua bandeirinha a torcer por Avidos, e ficou ali, de pedra e cal, até ao final da festa.
Recordo com ternura o convívio com esta gente do povo, o meu povo predilecto!

E foi mesmo a Marcha de Avidos a ganhadora das Antoninas de 2009.
Um enorme coração encabeçava os noivos e o Santo António dava-lhes a benção.

O tema da Marcha Avidos: "OS NAMORICOS DE SANTO ANTÓNIO"

Refrão:

Toma lá beijinhos
E dois abracinhos
Vem comigo hoje
Pr'a rua dançar
E se tu quiseres
Logo que puderes
Pedimos ao Santo
Para nos casar

Toma meu amor
Este manjeirco
Como diz o verso
No cravinho de papel
Tem de Santo a benção
E já todos pensam
Que esta Maria
É deste Manel





Uma marcha diferente, ao ritmo de "Charleston Swing Dance" - RIBEIRÃO



sábado, 13 de junho de 2009

10 de Junho - Caminhada Camiliana


Este ano, infelizmente, alguns imprevistos não me deixaram acompanhar a Caminhada Camiliana, que se realiza, anualmente, neste dia de Camões e da Pátria.

Recordo aqui, o 10 de Junho de 2008, a minha participação na 3ª Caminhada Camiliana, entre a Estação da CP de Vila Nova de Famalicão e a Casa de Camilo - cerca de 10 km.

Um percurso muitas vezes feito por Camilo, algumas em boa companhia com os Senhores da Época, com quem se relacionava, como Bernardino Machado; outras... com algum burro-doutor.

Estas caminhadas pretendem dar a conhecer o romancista, o escritor, o mestre da língua portuguesa, fazendo, também, alusão a certos episódios engraçados da sua vida, demonstrando um Camilo popular e zombeteiro.

Por isso, não faltou a comitiva... nem o burro, nem os cantares ao desafio, ou as raparigas possessas... ou, ainda, o assalto do Zé do Telhado, saído por entre as folhagens do arvoredo que ladeia os caminhos e, que, por ser amigo de "cárcere" do Camilo, lhe poupou os amigos... e eram cento e dez... ou talvez mais. Eu não os contei!




A Camões e a Camilo:

A MURRAÇA

Canto 1º

Os cónegos, e os socos bem puxados
Que da Sé episcopal na sacristia,
Em queixos nunca dantes soqueados
Ferveram com rev’renda valentia:
E aqueles que deverem ser cantados
Quase filhos de sagaz patifaria,
Cantando, espalharei por todo o Porto
Qual se espalha o fedor de cão já morto.
(…)
Ó soco mais cruel que o próprio dardo,
Que estalaste nos queixos duro e horrendo,
Nos sagrados queixinhos do Bernardo,
E tangido por mão doutro reverendo!
Ah! Soco imortal, soco bem dado!
Salve, soco grande, audaz, estupendo!
Um reinado vais ter d’inteira glória,
Um soco ficarás sendo da história!
(…)
Estava a luz apagada, que o morcego
Ao roçar-lhe co’a asa a apagara;
Tornou o padre a si, achou-se cego
E diz a vizinhança que berrara:
A’ del-rei! Venha luz! ’stá como um prego!
Não vejo… quem me acode… ai, a minha cara!
Quem me tira das costas este fardo!
Quem socorre o mesquinho João Bernardo!
(…)
– Ai, mesquinho de mim! Que negro agouro
– É esse que este cão aqui me envia!
– Terei de ver perdido o meu tesouro,
– Tirar-me-ão os Cabrais a conezia?
– Se assim é, ah cruéis! Que dou um estouro!
– Assim me pagareis a serventia?!
– Ah, não creio, não creio seja tanto,
– E, se é, vale-me tu, Ambrósio santo!
(…)
Canto 3º

Stavas, padre João, pacato e quedo
Da prebenda comendo o pingue fruito,
C’os queixos inda virgens do soquedo,
O que o Passos não deixa durar muito.
Na pandiga folgada sempre ledo
C’o estômago de vinho nunca enxuito,
Mandando aos jornais artigozinhos,
Contra o Passos, que come a dous carrinhos.
(…)
Muito obrigado, ó Musa, vai-te embora,
O meu empenho fiz – cantar os murros.
Tu comigo serás, se em outra hora
Necessário me for cantar tais burros…
Pelo pouco que disse aqui agora
Se eu nos padres sentir esturros,
Ó Musa, tu virás, logo que eu possa,
E vós, padres, fugi, que eu dou-vos coça.

Camilo Castelo Branco


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Marinheiro de Aventura com seus erros navegando...

Portugal só pode ser festejado com Camões, num poema de Agostinho da Silva e na voz de Ivo Machado.


Ivo Machado, um professor que sempre valorizou a Arte como um meio de ensino, se não o único.
Dando a conhecer aos alunos os nossos poetas e como eles podem ser ouvidos.
Um professor que não se ficou pelas 'operações de quebrados' - como diria Camilo C.B..
Fez da música (compositor), da poesia e do teatro, o alimento principal nas suas horas de convivência com o mundo escolar.
Mas esse tempo esgotou-se... o Ministério da Educação acaba com qualquer bagagem artística - só conhece a lengalenga das operações quebradas a um só ritmo.
Ivo Machado aposentou-se e apresentou no auditório da Fundação Cupertino de Miranda um recital em forma de aula, a sua última aula, onde homenageou Agostinho daSilva:




Marinheiro de Aventura com seus erros navegando...
Para ti, Ivo Machado, que foste um verdadeiro Descobridor!
O meu mais sincero apreço,
Lucília



E, ainda, de Agostinho da Silva: "Travesso Coração"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Reviver o Passado na Bracara Augusta

Quando nasceu Bracara Augusta?
A cidade romana de Bracara Augusta foi fundada, pelo Imperador Augusto, acerca do ano 16 antes de Cristo.A palavra Bracara está associada ao nome do povo - Bracari - que aqui habitava e Augusta do próprio imperador Augustus.


Feira Romana de 28 a 31 de Maio
Organização: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga
Local: Centro Histórico da Cidade
___________________________________________________________

Com vista à promoção turístico-cultural e à sensibilização para a salvaguarda e valorização do património arqueológico da cidade, a Câmara Municipal de Braga organiza, com a colaboração do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o apoio de várias entidades, a Braga Romana – Reviver o Passado na Bracara Augusta.
Com esta iniciativa a autarquia pretende chamar a atenção para a importância dos vestígios arqueológicos relacionados com a ocupação mais antiga da cidade, nomeadamente com Bracara Augusta, fundada pelo Imperador Augusto há cerca de 2000 anos.
Trata-se de um conjunto de eventos que remetem para a história romana da cidade, onde se integram a reprodução de um mercado da época, e muita animação, que inclui espectáculo e um Cortejo Romano.
(Fonte: Câmara Municipal de Braga)

Fotos de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

Doces conventuais no Mosteiro de Landim

Neste fim de semana, realizou-se o VIII FESTIVAL NACIONAL DE DOÇARIA CONVENTUAL E TRADICIONAL, em LANDIM, Vila Nova de Famalicão.


O Mosteiro de Landim ficou ornamentado, pela alameda acima/abaixo, das mais variadas doçarias do país - e ponham 'doce' mesmo!


Eu provei uma barriga de freira de Tentúgal, uma alheira de amêndoa de Torre Moncorvo, marmelada já não sei de onde... fora a quantidade de licores saborosos que alternaram com esta doçaria sólida. Um maravilhoso repasto para quem não sofre de diabetes.

E para adoçar mais a boca de um povo que gosta de fados, não faltou o Camané, acompanhado de três músicos: na guitarra portuguesa, na viola e ainda no violoncelo.

Animação não faltou, nem povo para assistir ao espectáculo, como podem observar no slideshow.




O Mosteiro de Santa Maria de Landim situa-se na freguesia de Landim, Vila Nova de Famalicão
As origens do Mosteiro de Santa Maria de Landim remontam aos alvores da Baixa Idade Média, muito embora sejam contraditórias e escassas as notícias sobre a sua fundação. Apesar da incerteza das datas, terá sido o seu fundador D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, filho do Conde Rodrigo Forjaz de Trastâmara, membro da linhagem dos Travas, que foi companheiro de armas de Henrique da Borgonha, pai de D. Afonso Henriques. Este Gonçalo Rodrigues, que ocupou lugares de relevo na corte de D. Teresa e esteve na origem da linhagem dos Pereira através de um seu filho, terá fundado o primitivo Monasterio de Nandim entre 1110 e 1128, tendo-o dotado mais tarde com o domínio da Palmeira que lhe coutou D. Afonso Henriques. A doação foi confirmada pelos seus filhos em documento de 1177, numa altura em que o Mosteiro, cuja comunidade original adoptou com toda a certeza os cânones da tradição hispânica, já estava reformado pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sediados em Santa Cruz de Coimbra, conforme se lê no texto onde é designado por Monasterio de Nandim & Ordini Sancti Agustini . Nas Inquirições de 1258 aparece pela primeira vez com o nome de Monasterio de Sancte Marie de Nandim, e manter-se-ia sempre no seio dos crúzios até à sua extinção em 1770.

Ler o resto do texto em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Landim


sexta-feira, 22 de maio de 2009

A Casa do Gaiato - Paço de Sousa


"As Casas do Gaiato nasceram da intuição, da necessidade sentida por Padre Américo Monteiro de Aguiar, visitador dos pobres e dos bairros degradados."









































A finalidade de cada Casa do Gaiato é acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.

No dizer do fundador, P. Américo Monteiro de Aguiar, " somos a família para os que não têm família".

A população média de cada Casa do Gaiato é de 150 rapazes distribuídos pelas diferentes idades desde o nascimento até cerca dos 25 anos.

São Instituições totalmente particulares vivendo dia a dia o risco evangélico da solidariedade humana.

Aceita Voluntariado a tempo inteiro e também a tempo parcial. Neste caso pede-se que sejam pessoas totalmente disponíveis para as crianças e jovens, com sentido de maternidade e paternidade. Naturalmente que será útil terem conhecimentos de pedagogia e psicologia.

Quanto aos funcionários são exigidas as qualificações para que são contratados.

As actividades de cada casa são sempre orientadas para a realização dos fins em vista proporcionando aquilo que é melhor para o desenvolvimento de cada rapaz: saúde, alimentação, estudos, formação profissional, emprego, férias, tempos livres, cultura...


O Padre Américo - PAI AMÉRICO - cujo nome completo é Américo Monteiro de Aguiar, foi o oitavo filho dum família cristã. Nasceu em 23 de Outubro de 1887 na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel.
(...)
Dedica-se ao apostolado da Caridade nos tugúriosde famílias em dificuldades. Visita hospitais e cadeias.
(...)
Da trilogia-- Casas do Gaiato, Património dos Pobres, Calvário--adiante se informará.
(...)
A morte surgiu no Hospital Geral de Santo António, do Porto, a 16 de Julho de 1956 (aos 68 anos), em consequência dum desastre de automóvel em S. Martinho do Campo, Valongo, no regresso duma viagem ao sul do País.
Foi exumado a 15 de Julho de 1961, no cemitério paroquial de Paço de Sousa, e trasladado no dia 17 para a Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, onde jaz em campa rasa- como fora seu desejo.