Ainda o Rio Ave atravessando a minha vida...
... passeando por onde os meus passos passearam na infância, em estudo e em brincadeiras de menina.
- Santo Tirso, passando pelas Caldas da Saúde, Palmeira, por Nossa Srª do Parto, visitando depois a velha estação de comboio, o Rio Ave visto da Ponte, o Mosteiro de S. Bento, os jardins que o circundam, o fascinante Parque D. Maria II, as pracetas da cidade e tomando o rumo do Monte de Nossa Senhora da Assunção, para assistir ao pôr-do-sol.
Um belo passeio de Domingo, feliz em todas as recordações que me marcaram!
Diria a criança, se pensasse como os homens...
Tudo é puro nos olhos limpos da alma,
bico de ave
com asas leves.
Assim nasce a criança no
regaço da manhã.
Tudo é sem abrigo, nudez plena,
frutos (auto)suficientes sobre a terra.
As tardes são calmas.
Nas noites acenam as estrelas.
Nem sonhos há!
Tu és o sonho
que te ouves sem saber
no sonho!...
E as águas cantam nos regatos,
luminosas,
contentes...
- Assim devia ser o mundo! -
diria a criança se
pensasse como os homens...
" Caminhos do silêncio " -a publicar
Poema de Eduardo Aleixo, do blogue: À BEIRA DE ÁGUA
http://ealeixo.blogspot.com/
Agradeço a visita feita a este espaço, ao Portugal que tem vindo a descobrir-se no meu coração.
terça-feira, 10 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Uma viagem no tempo... Vila das Aves
Relembrando...
Vila das Aves situa-se no extremo nordeste do Concelho de Santo Tirso.
Está localizada numa espécie de cunha peninsular, entre os rios Ave e Vizela.
Era designada, antigamente, por S. Miguel de entre ambas as Aves, por estar entre estes dois rios.
A primeira referência à paróquia de S. Miguel das Aves aparece nas Inquirições de D. Afonso II em 1220 e, depois, nas de D Afonso III em 1258.
"Aves" no feminino, é uma latinização medieval dum vocábulo celta. "Aves", não tem nada a ver com pássaros (avis. f, em latim) mas com "Avo", étimo celta de significação hídrica: água corrente, rio.
O nome de Vila das Aves é recente, data apenas de 1955, altura em que devido ao seu grande desenvolvimento urbano e industrial, foi elevada à categoria de Vila.
http://bibliotecaeb23vilaaves.blogspot.com/2008/10/exposio-vila-das-aves_20.html
Fotos tiradas em Abril de 2007, do comboio em andamento entre Vila das Aves e Santo Tirso, recordando um percurso que fazíamos, diariamente, eu e os meus irmãos, para estudarmos em Santo Tirso, no início dos anos sessenta.
Agora é tudo novo, a estação velha já não existe, não mais deita fumo nem cheira a carvão, o velho comboio "arrastão" parou de vez. Até a "Gracindinda", que era a automotora mais pequenina em que alguma vez viajei, também se encontra no eterno repouso do museu. E as vezes que, desafiando o perigo, nos punhamos a caminhar pelos carris até à única estação intermediária: Caniços! Que grandes aventuras as de então! E estou a falar de crianças de 10 a 12 anos de idade.
Ficaram as lembranças e a visita ao Museu Ferroviário de Lousado, aqui no concelho de Vila Nova Famalicão.
Foi um passeio nostálgico, carregado de emoções vividas, avivando cenários há muito perdidos na memória do tempo.
Vila das Aves situa-se no extremo nordeste do Concelho de Santo Tirso.
Está localizada numa espécie de cunha peninsular, entre os rios Ave e Vizela.
Era designada, antigamente, por S. Miguel de entre ambas as Aves, por estar entre estes dois rios.
A primeira referência à paróquia de S. Miguel das Aves aparece nas Inquirições de D. Afonso II em 1220 e, depois, nas de D Afonso III em 1258.
"Aves" no feminino, é uma latinização medieval dum vocábulo celta. "Aves", não tem nada a ver com pássaros (avis. f, em latim) mas com "Avo", étimo celta de significação hídrica: água corrente, rio.
O nome de Vila das Aves é recente, data apenas de 1955, altura em que devido ao seu grande desenvolvimento urbano e industrial, foi elevada à categoria de Vila.
http://bibliotecaeb23vilaaves.blogspot.com/2008/10/exposio-vila-das-aves_20.html
(Gracindinha)
Foto retirada da Junta de Freguesia de Lousado: http://www.freg-lousado.pt/
Agora é tudo novo, a estação velha já não existe, não mais deita fumo nem cheira a carvão, o velho comboio "arrastão" parou de vez. Até a "Gracindinda", que era a automotora mais pequenina em que alguma vez viajei, também se encontra no eterno repouso do museu. E as vezes que, desafiando o perigo, nos punhamos a caminhar pelos carris até à única estação intermediária: Caniços! Que grandes aventuras as de então! E estou a falar de crianças de 10 a 12 anos de idade.
Ficaram as lembranças e a visita ao Museu Ferroviário de Lousado, aqui no concelho de Vila Nova Famalicão.
Foi um passeio nostálgico, carregado de emoções vividas, avivando cenários há muito perdidos na memória do tempo.
(Passando o rato nas imagens podem ver-se as legendas)
O TEMPO COMO RAIZ
Sempre resta
Todo o tempo dos malmequeres
E aquela fresta
Que no coração se abre
O cheiro a giesta
O sonho que na mão cabe
E a força que gera
Da ternura
O tempo faz-se
Nasce...
Nos pés dos malmequeres!
Um poema de Ausenda
do blog "Utopia das Palavras"
http://poemas76.blogs.sapo.pt/
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terça-feira, 3 de março de 2009
Por uma Educação Romântica... Rubem Alves
A maior acusação ao romantismo
não se fez ainda: é a de que ele
representa a verdade interior
da natureza humana.
Bernardo Soares, O Livro do Desassossego
não se fez ainda: é a de que ele
representa a verdade interior
da natureza humana.
Bernardo Soares, O Livro do Desassossego
(Pequenos excertos do livro: Por uma Educação Romântica)
O brinquedo e a arte são as únicas actividades permitidas no Paraíso.
O poeta, o artista, a criança: esses são os seres paradisíacos.
No Paraíso não existe trabalho. Existe apenas brinquedo e arte.
As crianças já nascem sabendo. Quando elas, através da educação, são transformadas em seres úteis, o Paraíso lhes é roubado: são obrigadas a esquecer do brinquedo e a viver no mundo do trabalho.
Recuperar a sapientia é lembrar-se da filosofia sem palavras que morava no corpo da criança.
Nietzsche escrevia a fim de preparar o caminho para a volta da criança. O seu homem-transbordante é uma criança. Num homem real ele dizia , se esconde uma criança… que deseja brincar… A maturidade de um homem é encontrar de novo a seriedade que se tinha quando criança, brincando. (Além do bem e do mal).
O poeta, o artista, a criança: esses são os seres paradisíacos.
No Paraíso não existe trabalho. Existe apenas brinquedo e arte.
As crianças já nascem sabendo. Quando elas, através da educação, são transformadas em seres úteis, o Paraíso lhes é roubado: são obrigadas a esquecer do brinquedo e a viver no mundo do trabalho.
Recuperar a sapientia é lembrar-se da filosofia sem palavras que morava no corpo da criança.
Nietzsche escrevia a fim de preparar o caminho para a volta da criança. O seu homem-transbordante é uma criança. Num homem real ele dizia , se esconde uma criança… que deseja brincar… A maturidade de um homem é encontrar de novo a seriedade que se tinha quando criança, brincando. (Além do bem e do mal).


"Gosto de me assentar aqui onde as crianças brincam, ao lado da parede em ruínas, entre os espinhos e as papoulas vermelhas. Para as crianças eu sou ainda um sábio, e também para os espinhos e as papoulas vermelhas." (Nietzche)
Nos seis primeiros dias da Criação Deus criou a Feira das Utilidades. Usou o trabalho como actividade penúltima. No sábado, Deus criou a Feira das Fruições, o brinquedo, como actividade última. Quando a obra da criação terminou, o Deus trabalhador se transformou no Deus brincante, criança.
A ideia de separar as coisas em duas classes, as que podem ser usadas e as que devem ser fruidas, é de Santo Agostinho. Chamar cada uma dessas ordens de feira é ideia minha. Essa separação ajudou-me a pôr ordem nos meus objectos.
Na Feira das Utilidades se ensinam saberes. Saber é poder.
Na Feira das Fruições se educam os sabores. A educação dos sabores não tem por objectivo conhecer e dominar o mundo.
É isso que eu entendo por uma educação romântica: aquela que faz da Feira das Utilidades uma ferramenta da Feira da Fruição, que subordina
Os saberes aos sabores,
Os poderes aos prazeres e
Os adultos às crianças…
Os poderes aos prazeres e
Os adultos às crianças…
Por uma Educação Romântica – texto inédito de Rubem Alves
- Brevíssimos Exercícios de Imortalidade
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Poesia
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