Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

sábado, 28 de março de 2009

Na escuridão... para dar Luz ao Planeta!

Hoje... com a Natureza!


Famalicão às escuras pela Hora do Planeta

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai associar-se no próximo sábado, dia 28 de Março, ao apagão mundial da Hora do Planeta, uma acção promovida pela World Wide Fund for Nature (WWF), uma das mais conhecidas Organizações Não Governamentais ambientalistas do mundo. Durante 60 minutos, entre as 20h30 e as 21h30, diversos equipamentos municipais de Famalicão vão ficar às escuras, dando o seu contributo na acção mundial contra as alterações climáticas.



O edifício dos Paços do Concelho, o Palacete Barão da Trovisqueira onde está instalado o Museu Bernardino Machado, a casa da Cultura, o Centro de Estudos Camilianos e a Casa-Museu de Camilo, em S. Miguel de Seide e ainda o Mosteiro de Landim são os equipamentos que ficarão iluminados apenas com a luz das estrelas.
Para o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, “com este acto simbólico a Câmara Municipal de Famalicão associa-se ao alerta mundial sobre a ameaça das mudanças climáticas”. Por outro lado, através desta acção, o autarca pretende “encorajar e incentivar todos os famalicenses a reflectirem sobre esta problemática, começando por desligar as suas luzes por uma hora no próximo dia 28 de Março”.Neste momento, a iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas já soma uma adesão total de 80 países. O número de cidades aderentes a esta iniciativa ultrapassa as 1800 - nestas, inclui-se, pela primeira vez, as cidades portuguesas de Vila Nova de Famalicão e Lisboa.
A iniciativa que foi promovida pela primeira vez, em 2007 na cidade australiana de Sidney tem como principal objectivo alertar a população para a necessidade do Planeta ter essa Hora para respirar, para descansar, para se regenerar. Assim, encorajando as empresas, governos e cidadãos a desligarem as luzes por uma hora, deu-se um grito de alerta e criou-se uma plataforma de acção para todos os que estão interessados e atentos a questões que envolvem a luta contra as alterações climáticas e a defesa do nosso Planeta, permitindo uma redução na emissão de gases de efeito de estufa.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Estação Arqueológica do Freixo - Tongobriga - Cidade Romana

A vida que já animou esta cidade velha de 2000 anos está hoje a surgir de novo à luz do dia, fruto da investigação arqueológica permanente desenvolvida no laboratório/gabinete da Estação Arqueológica do Freixo, serviço da Direcção Regional de Cultura do Norte), responsável pela gestão do espaço de 50 hectares que hoje constitui este Monumento Nacional.
A sua actividade estende-se para lá da investigação arqueológica e procura a recuperação e restauro das ruínas, da aldeia actual e de todo o seu espaço envolvente, bem como da sua promoção e divulgação.
Recuperar edifícios, renovar e revitalizar a aldeia mantendo a sua harmonia estética e o seu valor histórico, são alguns dos objectivos que norteiam a sua actividade.



Ptolemeu (2,6,38-48) cita a cidade de Tuntobriga, situando-a entre Douro e Minho, integrada no território dos Callaeci Bracari. Em 1882, na borda de um poço da aldeia do Freixo, foi recolhido um bloco granítico paralelepipédico, onde se lê: [G]ENIO / [T]ONCOBR / [I]CENSIV[M] / [FL]AVIUS / V(otum). S(olvit).A(nimo).L(ibens).M(erito)
Das interpretações apontadas por diversos autores, optou-se pelo nome Tongobriga e identificamos esta cidade com o actual lugar de Freixo, onde as evidências arqueológicas confirmam a propriedade da inscrição encontrada em 1882.
Tongobriga começou a ser escavada, em Agosto de 1980, num sítio chamado "capela dos mouros“, designação dada pela população local à pequena parte então visível das ruínas romanas.
A estrutura castrejo-romana criada em Tongobriga, possivelmente pelo imperador Augusto, amadureceu política, administrativa e economicamente, resultando daí a instalação de uma cidade. A escavação permite dizer que no final do séc. I, início do séc. II, Tongobriga surge como civitas, com preponderância sobre a região envolvente.
A construção das termas no final do séc. I, do forum na 1ª metade do séc.II e demais edifícios públicos identificados, corresponde ao objectivo de dotar este centro urbano de equipamentos colectivos que, pela sua monumentalidade e riqueza arquitectónica, impusessem Tongobriga como centro de atracção e decisão. Junto ao forum estavam as termas públicas, construídas em Tongobriga no final do séc.I e posteriormente remodeladas.
O sítio arqueológico, hoje com uma área classificada de 50ha, é Monumento Nacional desde 1986.