Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

terça-feira, 14 de abril de 2009

Nesta Páscoa... até ao Coração Transmontano!

Numa Páscoa friorenta e lacrimosa... uma família percorrendo as artérias transmontanas, desde Vila Pouca de Aguiar, Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Lousa - onde o ritmo cardíaco era acelerado por lembranças de outros tempos!...
(Reparar na "figueira" que vai rebentando sempre no mesmo local, no cimo da parte frontal da Torre de Moncorvo, que existe há muitos, muitos anos - já os meus pais falavam dela quando habitaram em Moncorvo e já lá vão mais de setenta anos...)


Torre de Moncorvo teria nascido de uma remota Vila da Alta Idade Média, que em antigos documentos vem designada Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça, situada no topo da margem direita do Rio Sabor e nas proximidades do núcleo de vida pré-histórica do Baldoeiro.
Segundo a tradição, os habitantes desta povoação, devido à insalubridade do local muito sujeito às emanações palustres e, talvez, também, em consequência dos estragos sofridos com as Razias Mouriscas tão frequentes na época abandonaram-na deslocando-se para o ponto mais arejado no sopé da Serra do Roboredo. De qualquer maneira, a ter-se dado o abandono da Vila de Santa Cruz da Vilariça, este ter-se-ia processado nos fins do séc. XIII. No principio desse século existia ainda a Vila de Santa Cruz da Vilariça e dava sinais de relativa vitalidade, pois recebeu de D. Sancho II, em 1225, uma carta foral que lhe concedia importantes isenções e regalias fiscais e penais.
Quanto à origem do topónimo de Torre de Moncorvo, segundo as Memórias Paroquiais de 1978,


" hé tradição que se mudava da Villa de Santa Cruz pela multidão de formigas, que não só faziam dano considerável em todos os viveres, mas aos mesmos viventes lhe cauzavão notável opressão, e resolvendo-se a evitar estes incomodos forão para o pé do Monte Reboredo aonde havia uns cazaes de que era senhor um homem chamado Mendo, o qual dizem que na sua casa tinha uma torre e domesticando nela um corvo. Crescendo depois a povoação e tendo o foral de Villa lhe chamarão de Villa de Mendo do Corvo, que com fácil corrupção se continuou a chamar a Villa de Moncorvo".


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Lamego - região demarcada do Douro


Lamego, cidade do norte de Portugal situada em pleno coração da região Demarcada do Douro.
Douro recentemente classificado pela UNESCO como património mundial.Classificação que é um justo tributo à excelência das nossas paisagens e também um tributo ao trabalho árduo de gerações e gerações durienses. Mas o Douro é também história e Lamego orgulha-se de ter ajudado a escrever a História de Portugal. Por aqui se escreveram algumas das mais belas páginas da História do nosso País.

Quaresma em Lamego, 22 de Março, o Senhor dos Passos...



Ver mais em: Quaresma em Lamego
Centenas de pessoas participaram esta tarde em Lamego na procissão do Senhor dos Passos, inserida nas celebrações da Quaresma. - do repórter Rui MIguel Silva, http://tsf.sapo.pt/blogs/fimdarua/archive/2009/03/22/quaresma-em-lamego.aspx

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Senhora dos Remédios - Lamego


Esta belíssima canção "Senhora dos Remédios" - na voz de Fátima Almeida, do grupo Pedra D`Água:



Grupo Musical Pedra D`Água

Em 1989, na Vila de Joane, do Concelho de Vila Nova de Famalicão, fundava-se uma associação cultural de recolha, promoção e divulgação da música tradicional portuguesa. De então para cá foram editados alguns trabalhos, cujo objectivo tem sido, sobretudo, guardar para gerações vindouras algumas preciosidades da nossa cultura, que tendem a desaparecer.
Assim sendo, do Minho, onde o clima é suave, o solo generoso, o Sol brilha colorindo de castanho e verde os montes entrecurtados por fios de água, quebrando, por vezes, a dureza da paisagem onde o olhar repousa e demora, a música do Pedra D´Água adquire todo o sentido.
Viver e reviver os lugares da nossa memória comum, através dos sons emprestados pelo violino, bandolim, braguesa, viola, cavaquinho, baixo acústico, concertina, percussões e voz, principalmente a voz.
Suave, doce, envolvente como os ventos primaveris do Norte, a voz desperta emoções reprimidas e liberta os sentidos, diluindo-se no entusiasmo de um espectáculo que causa saudade antes de terminar.
É assim o espectáculo do Pedra D´Água. Oferecemos música, vozes e emoções, como se fosse um braçado de flores, onde pode, sempre, escolher A MAIS BONITA!http://pedradagua.no.comunidades.net/



No sítio onde está situado actualmente o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios existia antigamente outro local de diversão: desde 1361 que o povo acorria à capelinha dedicada a S.to Estêvão, peregrinando ao longo do desnível de 600 metros até atingir o cimo do monte. Em meados do Séc. XVI o pequeno templo ameaçava ruínas, o que levou o Bispo da cidade, D. Manuel de Noronha, a mandar construir nova igreja, à qual acrescentou nova devoção: uma imagem da virgem com a menina ao colo, que mandara trazer de Roma por ser considerada na «cidade santa» como grande remediadora dos males de que os crentes se lhe queixavam. Mas enquanto a virgem ia respondendo aos apelos dos crentes aflitos, conseguindo remédio para os seus males, o santo parece ficar esquecido das súplicas dos devotos, caindo no esquecimento.