Desafio todos os «Poetas», das Águas, das Utopias, das Chamas, dos trepanços-beijoqueiros, dos brancos-Anonimatos, dos Portais Mágicos,... a lançarem sementes das suas palavras nos campos da alegria, fecundando as vozes que desejam ser ouvidas nas colheitas de uma vida... e, não faltem Lianores correndo para fontes de verdes campos, ou amigos que tragam uma rosa ao peito neste comboio descendente...
A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustém.
Só nesta rusga não há lugar... pr'ós filhos da mãe.
Venham mais cinco!... (relembrando o compadre Zeca Afonso)
Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar...
Irei postando os vossos poemas.
Obrigada!
Fotos dos campos tiradas há dias aqui em Seide, Famalicão.
Fotos das danças: Grupo Etnográfico "Rusga de Joane" e do Grupo Musical "Pedra D'Água", na actuação no Teatro Circo.
1ª participante: Nela
Olho o céu sem fim
à espera de ver a estrela que tu vês
Vou ao encontro dos viajantes que chegam de todo o lado
à espera que alguém se tenha inebriado com o teu perfume
Enfrento os ventos
à espera de ouvir uma canção que fale de ti
Olho as mulheres que encontro sem outra intenção
que descobrir um toque da tua beleza nos seus rostos!
“Guardado no Coração” Álvaro Magalhães
2º participante: Eduardo Aleixo
Moreninha alentejana
Quem te fez morena assim
Foi o sol da Primavera
Qua caía sobre mim
-
Que caía sobre mim
Que andava a ceifar o trigo
Moreninha alentejana
Porque não casas comigo
-
Porque não casas comigo
Porque não casas com ela
Quem te fez morena assim
Foi o sol da Primavera.
Cancioneiro Alentejano