Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

domingo, 24 de maio de 2009

Doces conventuais no Mosteiro de Landim

Neste fim de semana, realizou-se o VIII FESTIVAL NACIONAL DE DOÇARIA CONVENTUAL E TRADICIONAL, em LANDIM, Vila Nova de Famalicão.


O Mosteiro de Landim ficou ornamentado, pela alameda acima/abaixo, das mais variadas doçarias do país - e ponham 'doce' mesmo!


Eu provei uma barriga de freira de Tentúgal, uma alheira de amêndoa de Torre Moncorvo, marmelada já não sei de onde... fora a quantidade de licores saborosos que alternaram com esta doçaria sólida. Um maravilhoso repasto para quem não sofre de diabetes.

E para adoçar mais a boca de um povo que gosta de fados, não faltou o Camané, acompanhado de três músicos: na guitarra portuguesa, na viola e ainda no violoncelo.

Animação não faltou, nem povo para assistir ao espectáculo, como podem observar no slideshow.




O Mosteiro de Santa Maria de Landim situa-se na freguesia de Landim, Vila Nova de Famalicão
As origens do Mosteiro de Santa Maria de Landim remontam aos alvores da Baixa Idade Média, muito embora sejam contraditórias e escassas as notícias sobre a sua fundação. Apesar da incerteza das datas, terá sido o seu fundador D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, filho do Conde Rodrigo Forjaz de Trastâmara, membro da linhagem dos Travas, que foi companheiro de armas de Henrique da Borgonha, pai de D. Afonso Henriques. Este Gonçalo Rodrigues, que ocupou lugares de relevo na corte de D. Teresa e esteve na origem da linhagem dos Pereira através de um seu filho, terá fundado o primitivo Monasterio de Nandim entre 1110 e 1128, tendo-o dotado mais tarde com o domínio da Palmeira que lhe coutou D. Afonso Henriques. A doação foi confirmada pelos seus filhos em documento de 1177, numa altura em que o Mosteiro, cuja comunidade original adoptou com toda a certeza os cânones da tradição hispânica, já estava reformado pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sediados em Santa Cruz de Coimbra, conforme se lê no texto onde é designado por Monasterio de Nandim & Ordini Sancti Agustini . Nas Inquirições de 1258 aparece pela primeira vez com o nome de Monasterio de Sancte Marie de Nandim, e manter-se-ia sempre no seio dos crúzios até à sua extinção em 1770.

Ler o resto do texto em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Landim


sexta-feira, 22 de maio de 2009

A Casa do Gaiato - Paço de Sousa


"As Casas do Gaiato nasceram da intuição, da necessidade sentida por Padre Américo Monteiro de Aguiar, visitador dos pobres e dos bairros degradados."









































A finalidade de cada Casa do Gaiato é acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.

No dizer do fundador, P. Américo Monteiro de Aguiar, " somos a família para os que não têm família".

A população média de cada Casa do Gaiato é de 150 rapazes distribuídos pelas diferentes idades desde o nascimento até cerca dos 25 anos.

São Instituições totalmente particulares vivendo dia a dia o risco evangélico da solidariedade humana.

Aceita Voluntariado a tempo inteiro e também a tempo parcial. Neste caso pede-se que sejam pessoas totalmente disponíveis para as crianças e jovens, com sentido de maternidade e paternidade. Naturalmente que será útil terem conhecimentos de pedagogia e psicologia.

Quanto aos funcionários são exigidas as qualificações para que são contratados.

As actividades de cada casa são sempre orientadas para a realização dos fins em vista proporcionando aquilo que é melhor para o desenvolvimento de cada rapaz: saúde, alimentação, estudos, formação profissional, emprego, férias, tempos livres, cultura...


O Padre Américo - PAI AMÉRICO - cujo nome completo é Américo Monteiro de Aguiar, foi o oitavo filho dum família cristã. Nasceu em 23 de Outubro de 1887 na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel.
(...)
Dedica-se ao apostolado da Caridade nos tugúriosde famílias em dificuldades. Visita hospitais e cadeias.
(...)
Da trilogia-- Casas do Gaiato, Património dos Pobres, Calvário--adiante se informará.
(...)
A morte surgiu no Hospital Geral de Santo António, do Porto, a 16 de Julho de 1956 (aos 68 anos), em consequência dum desastre de automóvel em S. Martinho do Campo, Valongo, no regresso duma viagem ao sul do País.
Foi exumado a 15 de Julho de 1961, no cemitério paroquial de Paço de Sousa, e trasladado no dia 17 para a Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, onde jaz em campa rasa- como fora seu desejo.








terça-feira, 19 de maio de 2009

Tempo de Poesia - Tempo de Museus

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18 de Maio de 2009

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Recital de Música e Poesia ainda em noite de celebração de museus, num espaço muito agradável, com os lugares certos para sentar o grupinho de pessoas, já familiares, que se deslocaram a uma das salas da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão.

E todo o tempo foi realmente de poesia: três professores procurando viver todo o seu tempo com arte, presentearam-nos com música e poemas cantados pelo Ivo Machado, acompanhado ao piano por Rui Mesquita; e declamados pelo António Sousa.

Ivo Machado cantou Sophia, Manuel Alegre, Gedeão, Agostinho da Silva e José Luís Tinoco.
António Sousa declamou Gedeão, Pessoa, Baudelaire, Sophia e Alexandre O´Neil.

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Terminou este recital com a "Pedra Filosofal"; a assistência fez coro, ficou embalada no sonho constante da vida, cada estrofe cantada ou declamada pulava de um para outro artista e, avançava... colorida, mais ainda, pela voz de uma criança que ali se encontrava.

Foi lindo!

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Poema declamado pelo António Sousa:

ENQUANTO


Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
E um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
Para ver quem é,
Enquanto o sangue gorgolejar das artérias abertas
E correr pelos interstícios das pedras,
Pressuroso e vivo como vermelhas minhocas despertas;
Enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
Órfãos de pais e mães,
Andarem acossados pelas ruas
Como matilhas de cães;
Enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
Com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
Num silêncio de espanto
Rasgado pelo grito da sereia estridente;
Enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
Cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
Amassando na mesma lama de extermínio
Os ossos dos homens e as traves das suas casas;
Enquanto tudo isso acontecer, e o mais que se não diz por ser verdade,
Enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,
O poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:


ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA

(António Gedeão)

Poema de Gedeão cantado pelo Ivo Machado: TEMPO DE POESIA

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Peço desculpa pela falta de jeito na colocação do vídeo, nele não aparecem as imagens.




E para quem quer matar saudades, pode revê-los na seguinte data:

23.SÁB
Recital
MIRAGEM DE SAUDADES - IVO MACHADO - FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA - AUDITÓRIO 21h30

Miragem de Saudades é um projecto musical, em torno da obra poética de Agostinho da Silva. A iniciativa será desenvolvida em formato de aula (réplica da última aula de carreira). Pretende, assim, Ivo Machado homenagear os seus alunos, na hora da retirada da docência. Será acompanhado ao piano por Rui Mesquita e, conta com a colaboração do declamador António Sousa.

26.TER
CICLOS DE MÚSICA E POESIA

Recital Música e Poesia
FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA - AUDITÓRIO
Entrada livre
Informações
Telefone: 252301650 E-mail: geral@fcm.org.pt

http://www.cm-vnfamalicao.pt/cultura/agendacultural.php