Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

sábado, 2 de janeiro de 2010

Livraria Lello - Porto

Falhas de leitura

O mundo é o espelho das nossas falhas de leitura,
da nossa quase cegueira total.

“Saber ler” requer mais do que a descodificação de símbolos,
não chega saber toda a conjugação do alfabeto,
será antes “a leitura” que aprendemos desde o berço,
no rosto de todos os que nos rodeiam!

Cada um de nós é um livro exposto em cada gesto ou expressão.

O mundo é o conjunto de todos os nossos rostos.
...
E eu... sonho saber ler... através de olhitos de crianças,
de conversas de leituras - não só de livros -,
de rostos que se espelham à minha volta.

- Nas leituras que afinal me pertencem porque me encontro em cada uma delas,

- na tentativa ansiosa de sair deste círculo de ferro,

- do querer despertar no silêncio da flauta,

- no saber libertar a minha alma
                                           quando aprender a ler... a olhar-me no meu espelho.

Lucília Ramos



Livraria Lello, no Porto

É considerada a terceira mais bela do mundo.
O jornal inglês chama-lhe “divina”.
“É um motivo de orgulho para os Portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades», diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber e de a ir visitar fiquei com o conhecimento que a livraria é uma referência a nível mundial.
No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz não conheço nenhuma tão bonita.
Fundada em 1906, a Livraria Lello, estende-se por dois andares, mantém a traça original.
O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia.
É um património arquitetónico maravilhoso.
Nas estantes e bancas existem cerca de «120 mil títulos diferentes». E em várias línguas, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, «temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses».
Ao contrário das outras casas, graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
http://nelaparadelafuturbrain.blogspot.com/2009/01/visita-biblioteca-almeida-garrett.html


Fonte: Portefólio Reflexivo de Aprendizagem


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Uma passeata de Natal - no Porto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A cor do Natal - Braga

A procura de Caminhos de Luz na Noite da Alma... Neste Natal, em Braga.


Porque... chegou o tempo!

Não é porque seja noite
Ou a chuva caia!
Podia ser de dia
Com o sol rutilante a causticar o chão de pedra.
Mas o que tem de acontecer
Acontece seja qual for o tempo
E o momento!
Acontece como se fosse uma carta atirada
Pelas mãos do vento!
E então,
Quando o vento passa,
Como um cavalo a galope
E este se afasta,
É no silêncio que fica
Que os olhos... olham,
A atenção... atenta,
A memória... lembra os pequeníssimos detalhes
Como fios de teias
Urdidas nos labirintos e nos becos do tempo...
E faz-se luz!
Completamente!
Mesmo que seja noite e faça vento...
Porque... chegou o tempo!
-

(Os caminhos do silêncio)
Poesia de Eduardo Aleixo