Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A história da santa protetora dos olhos: Santa Luzia



Hoje, num dia em que mal se enxergava o Santuário de Santa Luzia, foi o dia inesperado para uma visita a este excelente lugar de 'miragens' fantásticas sobre o rio Lima e a cidade de Viana do Castelo.
Hoje, não se descortinava a paisagem... mesmo assim, fica aqui o testemunho das poucas fotos possíveis e de um slide de fotos tiradas em Janeiro de 2010.

Santa Luzia, a santa protetora da visão... foi esse o motivo da nossa visita à cidade.

"Que o nevoeiro não nos tolha a Visão neste novo ano que começa...!"






Quem foi Santa Luzia - Conheça a história da santa protetora dos olhos
Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.


Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.


Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.


Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.


Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.


Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.


Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.


Slide de Janeiro de 2010:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012 - O Lago dos Cisnes...

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Reflexão...

Se conseguir chegar ao término da minha existência neste espaço, neste tempo,
superando toda a distinção entre o útil e o inútil,
sentir que nada foi prejudicial, que tudo "é" pela simples razão de ser,
então já não terei pretensões de atingir alvos.

"Uma macieira dá maçãs ainda que ninguém lhas coma.
Ela não está à espera que o seu fruto seja apreciado!"

Talvez no dia em que possamos caminhar
só pelo puro prazer de viver,
sem termos de alcançar uma meta,
onde todas as passagens da existência ali estão,
sem causas finais,
sem condenações ou elogios,
porque tudo é uma consequência e uma continuação de todos os nossos atos.

Talvez então a nossa consciência já esteja tão alargada
que possamos finalmente encontrar paz.

Um mergulho no Lago mais profundo da nossa Alma - são os meus votos para 2012!

Lucília Ramos

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Re-Nascer para um Novo Ano



A Luz que vem de um Portugal que há-de renascer de novo...

Ano de anis
Frutuoso
Sonho petiz
Chegando novo

Quero-te banhado
De esperanças viris
Justo e honrado
Sonhando eu quis

Venho pedir
Não sejas um fado
Faz-te porvir
Salário igualado

Vende a saudade
Do teu passado
Inventa vontade
De um passo renovado

Dá-nos certeza
Enterra a maldade
Pinta a pobreza
De cor dignidade

Quero ser mais feliz
Também este povo
Faz o País
Viver ano novo!

(Batendo à porta do Ano Novo)

Um poema de Ausenda - Utopia das Palavras
http://poemas76.blogs.sapo.pt/2008/12/


2009...em Guimarães!