Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

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domingo, 7 de agosto de 2011

Viagem Medieval em Terra de Santa Maria

De 28. Julho a 07. Agosto ‘11

Santa Maria da Feira

Na tarde calma de 5 de Agosto de 2011:

terça-feira, 17 de março de 2009

Por Terras de Santa Maria: Visionarium, Europarque

Quando a oportunidade chega, mesmo sem ser convidada, há que aproveitar o que a vida nos quer mostrar. Neste caso foi um workshop em que o meu filho participou no Europarque de Santa Maria da Feira, que nos fez viajar e descobrir aromas e encantos para os quais os nossos sentidos estavam despertos.

Visionarium - A Ciência ao vivo

Experimentar a ciência ao vivo: tocar, cheirar, ouvir, interagir com instrumentos que nos dão a explicação para fenómenos que julgávamos serem apenas compreendidos pelos cientistas. Situado em Santa Maria da Feira, a 30 Km do Porto e a 45 de Aveiro, o Visionarium - Centro de Ciência do Europarque é um museu de ciência interactivo destinado a crianças e jovens dos 7 aos 77 anos. Um laboratório sensorial dividido por cinco salas, ou "odisseias", que representam outras tantas áreas de conhecimento - a Terra, a Vida, a Matéria, o Universo e a Informação -, e que nos ajuda a compreender experimentando, com a vantagem de estar situado num parque verde com cerca de 25 hectares, permitindo outras actividades que não apenas a visita.
Ao longe, a cúpula do Visionarium traz-nos imediatamente à memória um observatório astronómico. Já no interior, somos convidados a assistir a um espectáculo multimédia que nos leva a redescobrir as viagens dos navegadores portugueses, e nos mostra o contributo dos descobrimentos para o avanço científico da altura. Aos poucos, somos levados para épocas mais contemporâneas e vamos percebendo que a ciência é uma evolução constante que pode ser usada para o bem e para o mal. Um espectáculo muito interessante em termos visuais - apesar de não estar legendado para surdos - que funciona como um cartão de visita para o que se irá seguir.




Saiba mais em:






Europarque

O Europarque é um moderno centro de congressos localizado em Espargo, Santa Maria da Feira, 25 km a sul do Porto, em Portugal. Pertence à Associação Empresarial de Portugal e é gerido pela Exponor.
Foi construído em 1995 para ser um espaço amplo capaz de receber grandes congressos, jornadas, seminários, conferências, reuniões, feiras e workshops. Esta estrutura permite a realização de vários eventos em simultâneo, sem qualquer interferência entre si.
No Europarque têm lugar, também, grandes concertos, espectáculos musicais, bailado e outras manifestações culturais. Por aqui passaram, e continuam a passar, importantes nomes da música portuguesa.




Agenda Cultural do Europarque, Março



segunda-feira, 16 de março de 2009

TERRA DE SANTA MARIA... Mãe de Portugal

Em Guimarães o Berço da Pátria,
Em Terra de Santa Maria - a Mãe de Portugal!
Uma visita ao Castelo de Santa Maria da Feira relembrando a História...
· A "Terra de Santa Maria" foi uma região medieval organizada administrativa e militarmente, em meados do séc. IX, por Afonso III de Leão, aquando da reconquista cristã da Península.

A chefia desta região foi entregue ao Castelo de Santa Maria.

· Inicialmente, estendia-se entre os Rios Douro e Vouga, tendo a leste as serranias de Paiva, Arouca, Cambra e Sever do Vouga e a oeste, o Oceano Atlântico.

Nos princípios do séc. XII, á área da região foi reduzida do lado Sul por virtude de uma disputa entre os Bispos de Porto e de Coimbra. A parte destacada desintegrou-se ao ser absorvida pelos territórios anexos, ficando a pertencer à diocese de Coimbra.

A parte centro e norte, manteve-se como um núcleo central. E embora ficando a pertencer à diocese do Porto continuou, administrativamente, sujeita ao governo de Coimbra.

De então para cá, aquele núcleo central com aquele nome, manteve-se até meados do séc. XIX, ao contrário do que sucedeu com outras regiões medievais, entretanto desaparecidas.

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· E foi, exactamente, esta pujança económica, esta força militar organizada e esta "identidade cultural" de independência, que acabaram por desempenhar um papel decisivo na formação e consolidação da nacionalidade portuguesa com o levantamento colectivo que teve o seu epilogo na batalha de S. Mamede, em 1128.

Como refere o Prof. José Mattoso, (" O Castelo e a Feira", p. 160)

..." A Terra de Santa Maria pode ser considerada como um região, que, no caso de ter estabelecido uma ligação preferencial a Coimbra, deveria, teoricamente, ter inviabilizado a construção de um novo Reino. Em vez disso, associando-se a Portucale e garantindo o seu prolongamento em direcção à mesma cidade de Coimbra, acabou por constituir o elo de ligação com ela."

Por tudo isto, bem pode dizer-se que a Terra de Santa Maria é a

TERRA MÃE DE PORTUGAL
mais informações em:







Castelo de Santa Maria da Feira
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· Durante largos anos, a “Terra de Santa Maria” foi “terra de fronteira” com os árabes. Só depois da conquista de Coimbra (1067) este território deixou de ser “zona de guerra”. Mas não foi, também, “zona de paz” tal como sucedia com as povoações a norte do Douro. Depois daquela conquista de Coimbra, aquele território, funcionou como o grande “viveiro” de cavaleiros e de peões que alimentava a frente sul. Isto só foi possível, porém, pelo caracter permanente da organização militar instalada na “Terra de Santa Maria”.

· Após a morte do conde D. Henrique, senhor do Condado Portucalense, a viúva, D. Teresa, deixou-se envolver com um fidalgo galego, Fernão Peres de Trava, ao serviço do Arcebispo de Compostela D. Diogo Galmirez, que tinha a intenção de submeter ao controle da Galiza o Condado Portucalense. Como guarda avançada, tinham vindo para o Condado, especialmente para o Porto – onde Fernão de Trava governava já – grandes migrações galegas. Com o tempo, a pequena burguesia portucalense começou a ser substituída por gentes da Galiza. Mais tarde, o ataque económico e administrativo estendeu-se aos grandes senhores de terras e de poder, quer a norte, quer a sul do Douro. Assim sucedeu às famílias Moniz, de Riba Douro (Ermígio, Mendo e Egas), Sousas (da Maia), Nuno Soares (de Grijó) e à família de Pero Gonçalves (de Marnel). Estas famílias, que tinham vastas propriedades quer no Alto Minho, Lamego, quer na Terra de Santa Maria, foram sendo confrontadas com a ameaça de perderem tudo- cargos, prestígio, e bens – por intervenção de uma campanha orquestrada do exterior, primeiramente subtil e, depois frontal.

Dentro destas famílias notáveis, é justo destacar dois nomes: Ermígio Moniz e Pero Gonçalves do Marnel.
O primeiro, ao tempo de revolta dos barões portucalenses, era alcaide do Castelo de Neiva. Antes tinha sido afastado do governo da Terra de Santa Maria e da alcaidaria do Castelo. Figura muito próxima do Infante D. Afonso, era irmão do célebre Egas Moniz, que também tinha sido afastado da Terra de Lamego.
O segundo, Pero Gonçalves de Marnel, tinha sido substituído no governo de Coimbra pelo próprio Fernão Peres de Trava. Ao tempo da revolta (1127/1128) era governador da Terra de Santa Maria e alcaide do Castelo do mesmo nome.
O galego Fernão Peres de Trava ocupava assim o governo dos dois pólos fundamentais do Condado Portucalense – o de Portucale e de Coimbra.

Uma hora houve em que estas famílias resolveram juntar-se e revoltar-se. A este movimento de revolta esteve ligado o Infante D. Afonso que, também, não via com bons olhos a situação da mãe e que começava a temer pelo futuro que lhe estava a ser reservado. Ele, que, ao tomar a iniciativa de se armar cavaleiro, por si próprio, em Zamora, estava a usar de uma prerrogativa reservada somente aos filhos de reis...
Com o poderio da sua força militar organizada, com o apoio da pujança da sua vida económica e com o estímulo do sentimento de independência de que já desfrutavam, os homens de Santa Maria avançaram para Guimarães – então capital do poder político – e onde o Infante D. Afonso se encontrava já a mobilizar as gentes daqueles sítios.
Ermígio Moniz, a norte do Douro e a partir do Castelo de Neiva, para lá se dirigiu também com as suas forças. Para a mesma cidade de Guimarães convergira Fernão Peres de Trava com as tropas de Coimbra, apoiado com o reforço das forças galegas que a ele se juntaram no Castelo de Lanhoso.
Em 13 de Junho de 1128 as tropas galegas foram vencidas. Esta batalha - indiscutível marco da história pátria - não foi, pois, a causa da nossa independência, mas a consequência de um movimento independentista de caracter colectivo e abrangendo uma grande área do Condado quer a norte quer a sul do Douro. A tentativa, por parte da Galiza de extinguir rapidamente o movimento independentista latente acabou por precipitar a mesma independência.
Neste movimento militar intervieram, pois, com indiscutível influência dois personagens fortemente ligados à Terra e ao Castelo de Santa Maria: Pero Gonçalves de Marnel e Ermígio Moniz.