Umas Boas Festas... muito estreladas... para todos os visitantes deste blogue!
Ainda por Vila do Conde, assistindo a um pôr-do-sol maravilhoso, mas que a máquina fotográfica deixou ficar mal... foi-se a bateria.
Salvou-me o telemóvel, porque o paredão estava cheio de "estrelinhas do mar" contando segredos umas às outras.Um momento digno de registo!
As gaivotas faziam círculos, defendendo assim o seu território habitual de observatório... entre o Rio e o Mar.
O farol, abrigo dos sem abrigo, pousada de gente, misturada de animais do céu e da água, lá vai resistindo a impulsos mais ferozes de um mar bravio.
E o pescador, lançando o anzol, com duas canas que bem podiam apanhar o peixe de água doce ou de água salgada - naquele ponto onde a terra acaba, o rio desagua e o mar começa... todos são um só.
Ah! O Sol! Pois, aquela bola redonda de fogo que dá um toque mágico e sublime a tudo quanto é ser vivente na Terra, a Luz que os nossos olhos mais querem ver mas nos cega de tanto esplendor, envergonhado de tanto elogio... escondia-se, devagarinho...! Num piscar de olhos deixava que a sua amada Escuridão fosse aparecendo, primeiro ainda tonta do calor, da luz do seu amante, mas aos poucos ganhando presença, mostrando todo o seu realce, as estrelas que poisavam nos seus cabelos, aquelas que eram companheiras de segredos das outras que poisavam a seus pés.
Bem-vindos sejais, Luz e Escuridão, a todos os dias das nossa vidas!





