Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bom Jesus do Monte... no encontro de Mulheres!

Um lugar mágico, contemplativo, envolvente, nostálgico, belo em qualquer época do ano... assim é o Bom Jesus do Monte. Convidativo a passeios de silêncio e meditação, de encontros e despedidas...

Mais umas amigas brasileiras que se despedem... e outras que regressam.
À Mariza e à Matilde, o maior voto de felicidades nas peregrinações nesta nossa Nave-Mãe - a Terra.


“Se eu tivesse filhos, havia de ir ali passar com eles três meses cada ano. De madrugada, aos primeiros assomos da noite, iríamos ao bosque da mãe d´Água, e ouviríamos a glória do Senhor narrada pelos céus. E mais nada.
E os meus filhos seriam bons.”

Camilo Castelo Branco
In Bom Jesus do Monte
 




No âmbito das comemorações dos 200 anos do lançamento da última pedra do Templo do Bom Jesus do Monte, a Confraria do Bom Jesus do Monte abriu ao público a exposição ‘Mulheres de Camilo’, dedicada a Camilo Castelo Branco, escritor português consagrado do século XIX. A inauguração assinalou também o dia da morte do “maior novelista e romantista português do século XIX”, como refere José Carlos Peixoto, mesário da Confraria do Bom Jesus do Monte.
Albergada no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, situado no andar superior da Casa das Estampas, a exposição reflecte também a “ligação forte que Camilo tinha com a estância do Bom Jesus”, referiu João Varanda, responsável da Confraria do Bom Jesus do Monte, recordando a narrativa camiliana intitulada ‘No Bom Jesus do Monte’.
(...)
Recordando os 121 anos do falecimento de Camilo Castelo Branco, o director da Casa-Museu de Camilo Castelo Branco em S. Miguel de Seide, salientou que terá sido no Bom Jesus do Monte que Ana Plácido “cedeu aos encantos de Camilo”.
(...)
Fonte: Correio do Minho, 02-06-2011
 

http://casadecamilo.wordpress.com/2011/06/02/as-mulheres-de-camilo-no-bom-jesus-do-monte/

 


Contemplo o Lago...

Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.

Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?


Fernando Pessoa


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Santo Tirso - lugar de lembranças

Passear em locais onde passei anos da minha infância ou juventude sempre me trazem a nostalgia do antigamente e o sabor de um novo presente.
O Rio Ave que sempre me ligou a certos lugares onde habitou e nasceu grande parte da minha família: Porto D'Ave, Vila das Aves e Riba D'Ave.

Aqui em Santo Tirso ainda moram as lembranças de há quase 50 anos: do rio, do parque, da escola, dos jardins, das fachadas de certos edifícios, das ruas, da 'pastelaria Moura' - dos famosos 'jesuitas'...
Ainda  a 'vista' do monte de Nossa Senhora da Assunção, guardado na memória de um tempo em que a família lá fazia os piqueniques.

Eis Santo Tirso em modo primaveril...