Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Castelo das Paixões nas Terras de Lanhoso


Castelo de Lanhoso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Castelo de Lanhoso, também referido como Castelo de Póvoa de Lanhoso, localiza-se na freguesia de Póvoa de Lanhoso, concelho de mesmo nome, distrito de Braga, em Portugal.
Erguido no topo do Monte do Pilar - o maior monólito granítico do país -, isolado na divisa dos vales dos rios Ave e Cávado, dentro dos seus muros foi erguido um santuário seiscentista, utilizando a própria pedra das antigas muralhas. A meia encosta, no seu acesso, podem ser apreciados os vestígios de um antigo castro romanizado. A tradição refere que neste castelo se refugiou, por duas vezes, a condessa Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques (1112-1185).


A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresenta o espectáculo "Castelo de Paixões", com texto e encenação de Moncho Rodriguez, todas as sextas-feiras dos meses de Julho e Agosto, pelas 21h30 no Castelo de Lanhoso.
"Dona Urraca apoiada pelo Bispo galego Gelmirez, cerca o Castelo de Lanhoso onde se refugiará Teresa de León. Não havia outra alternativa, as forças de Urraca, bem mais numerosas, obrigaram a mãe de Afonso Henriques utilizar como único refugio o pequeno Castelo de Lanhoso. Aqui começa a lenda, que acabo de inventar e até pode ser verdade. O mensageiro, arauto de Dona Urraca, que se chamava BRITES, ao chegar ao Castelo de Lanhoso, com a missão de anunciar o cerco do Castelo, teve uma visão que parecia um sinal enviado por forças ocultas na noite. Uma jovem mulher, radiante como uma estrela, apareceu na sua frente. Cego pela beleza da jovem donzela, Brites não viu que ela era apenas um duende da noite, uma figura encantada, um espírito que pairava no ar. Aproximou-se e perguntou o seu nome e uma voz como de um anjo respondeu: "Sou ANA". Em seguida desapareceu. (...)"

Assim começa a história que estreou no dia 6 de Julho, no espaço envolvente e no Castelo de Lanhoso.

Desde a primeira cena, o espectador é convidado a entrar no universo do fabuloso. Envolto por imagens onde se misturam as linguagens da ópera, do teatro, do cinema, da música e da dança, são transportados para o interior do Castelo junto com os protagonistas, para se defenderem do cerco imposto por Dona Urraca.

Vivências numa noite de magia e ilusão teatral: a guerra, a vitória, o degredo, conduzidos pela narrativa da saga poética de dois jovens amantes, ANA e BRITES, seres do universo do encantamento, guardiães da memória e do mistério, que encontraram no Castelo de Lanhoso o palco para a sua trágica história de amor.

Dois séculos de história, lendas e invenções, acontecem numa noite de magia teatral. Da responsabilidade do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, este é um espectáculo onde os protagonistas do universo do fabuloso dialogam com personagens da história real, entrelaçando memórias inventadas, imagens da fantasia, com factos registados na história do reino de Portugal.

São 10 as oportunidades de relembrar a história do Castelo de Lanhoso e a história de Portugal, assistindo a uma espectacular encenação teatral.

BILHETES À VENDA no POSTO DE TURISMO DA PÓVOA DE LANHOSO


No Domingo passado, andei por estas terras de Lanhoso e Fontarcada, matando saudades de meus antepassados, que habitaram por estas terras:

16 comentários:

Nela disse...

Cila,

Magnifícas fotos sobre a Póvoa de Lanhoso! Há muito que não vou lá.
Vi uma imagem de Nossa Senhora.e
resolvi pôr este salmo:

"Salmo à Sabedoria"

Inflamei por ela meu coração
sem desviar o olhar.
Por ela ardi em desejo
em suas alturas não vacilava.
Minha mão abriu (suas portas)
e compreendi sua nudez.

Purifica agora a minha mão.

Salmos apócrifos - Israel

Beijinho da Nela

Lucília Ramos disse...

Nela,

O Salmo é muito bonito.
Obrigada.

A Igreja muito antiga, que vês no slide, aquela que tem uma torre meio despegada e pintada de branco, foi onde foste madrinha do Zezinho - em Fontarcada. Decerto já nem te lembras.

Um beijo,
Cila

P.S. - Depois vou passar as fotos de Porto D'Ave.

utopia das palavras disse...

Lucy

Virei mais tarde para mais uma lição de história, agora queria dizer-te, que o Prémio Lemniscata foi pensado para pessoas como tu. Pelo teu extraordinário trabalho, desenvolvido neste blog, trá-lo do "Utopia"!

Beijinho

Eduardo Aleixo disse...

E vai buscá-lo também À Beira de Água.
A Moura(inha)antecipou-se:
Mas não faz mal.
Virei a este post depois de receber a opinião do Zé do Telhado e da Maria da Fonte, em Paris, no Département de La Région, 075, sobre as versões oficiais sobre a Maria da Fonte.

Lucília Ramos disse...

Ausenda e Eduardo,

Agradeço do coração a distinção que me dais em selos, mas prefiro ter a honra das vossas visitas.
Como sabem, não costumo colocar aqui no blogue essas honrarias.

Um beijo para os dois, e apreciem bem as terras dos meus antepassados.

É por isso que eu digo que sou a Maria da Fonte, sinhores!!!

Lucy

Eduardo Aleixo disse...

Salmos Apócrifos, postados por Nela, repositório de verdades, em linguagem clara.E são apócrifos, o que seria se...Conheço outros textos apócrifos,mas da nossa civilização cristã, que nos dão viusões diferentes do que nos ensinaram, mas que a abades esclarecidos já lêem, mas de que não falam, mas já lêem...O mundo abre-se, desde que a Era de Aquário...
E o poerma de Ausenda, que já tive a oportunidade de comentar, isto é, de namorar, de afagar, o poema, entenda-se, de ir entrando nele, o poema entenda-se, e acho que fiz um poema sobre um poema belo de uma poetisa que eu admiro. Estão admirados de que não fale na Maria da Fonte? Nem do Zé do Telhado? Só agora recebi email de ambos. Estão felizes. Adoraram a reportagem. As lágrimas caem no rosto de Maria e o Zé está orgulhoso de ter como amante, mulher, mãe, companheira e irmã, uma descenente da Maria da Fonte. Mas amanhã, se o post estiver aberto, e se Deus me der vida e saúde, falarei da festa dos dois migrantes, que, como emigrantes, são os únicos, os únicos, que amam e verdade as paisagens distantes deste Portugal naturalmente belo.

Eduardo Aleixo disse...

Quão bonito deve ser o teatro levado a cabo pela Câmara Municipal sobre tema de amores e de mitos tão deliciosos. Desconhecia estes mitos e estas invenções e estas incertezas próprias das figuras lendárias. Quem me conhece sabe, no entanto, que sou muito afectivo e próximo de Maria a Fonte e do Zé do Telhado. Já tenho escrito sobre eles. Mas são os descendentes das figuras históricas.Conheço-os, pois trabalharam para mim muitos anos. Trataram da minha granja, até há dois meses, quando abalaram para terras de França.
Ontem â noite, na casa dos meus amigos, Antoine e Giselle, onde trabalham, numa aldeia a quinze quilómetros de Paris, ele, como motorista, e Maria, como mulher da limpeza, ao seguirem as imagens do post da Lucy, os seus rostos eram um mar de emoção. A Maria, que conhece bem a região, estava absorta, dizia coisas, olha, Zé, como ela é artista, olha Zé, linda a paisagem da Póvoa de Lanhoso, ai, ai, Zé, olha a Morgadinha, no castelo, como mostra o peito, que evolução!...." evolution ", emenda Giselle graciosamente, e o Zé, ,mais calado, com os olhos brilhantes, plenos de saudade...Ele, do sul, de terras de Cuba, do Alentejo, de família de contrabandistas, espírito maltês, dormia ao relento, com o sol nas algibeiras, como escreveu o poeta Manuel da Fonseca, até que partiu para o Norte e se juntou aos gangues perigosos dos " golpes dourados ", até que foi preso. Ele se lembra de ter visto a Maria, presa também, e quando sairam, fizeram um pacto de amor e de silêncio. Ele, nunca mais falaria sobre o que sofreu na cadeia da Ralação. Ela, não diria nunca a verdaeira história da sua ascendente, Maria da Fonte. Por isso, ri, ao ler, no texto da Lucy, que os habitantes da Póvoa de Lanhoso escondem a verdadeira história. Eu não sei onde está a verdade. Só sei que amo a Maria da Fonte e o Zé, porque, sendo eles iletrados, são sábios no mundo do amor. E só Deus sabe quanto tenho sofrido desde que eles abalaram. Mas estão bem na casa de Giselle.De onde mandam beijos para a Fidalga. E me perguntam pela cabana abandonada. Eu respondo « Toute à l,heure, mon ami...». Eles olham para Giselle, que esclarece a sorrir: «Está a dizer-vos: até sempre...»
Bem hajas, Lucy, pelo teu lindo post.

Lucília Ramos disse...

Edu,

Estou a ler as "Novelas do Minho" de camilo Castelo Branco, e agora tu, com estes francesismos todos, fizeste-me lembrar quando o Camilo faz umas comparações de Braga a Paris: "Braga despeitorou-se, desnalgou-se, sofraldou as saias e mostrou a liga sobre o joelho desde que um jornal da terra lhe chamou SEGUNDA PARIS".

E fala dos hotéis bracarenses "Ali se lhes oferecem exemplares em barda da pulga braguês (Pulex bracharensis)"...

Mas tu, meu amigo, és alentejano e não parisiense nem tão pouco bracarense. Saia outro capítulo dessa novela da Maria e do Zé.

Je t'embrasse,
Lulu

Nela disse...

Cila,
Bem merecido o prémio que te oferecem. Também fico honrada pelo teu magnífico desempenho nestas andanças...muito bem atribuído, acredita!

Para ti um simples poema:

Embora não tenham limites as minhas conquistas
Para mim há apenas uma cidade
E nessa cidade um palácio
E nesse palácio um quarto
E nesse quarto uma cama
E nessa cama uma mulher
Adormecida
A jóia mais valiosa
De toda a minha coroa.

Anónimo - Índia

Um abraço de parabéns da tua irmã Nela

Agulheta disse...

Lucy! O teu blog é na verdade uma grande informação sobre a nossa história,quer das artes,das letras e da paisagem,sabes a Povoa do Lanhoso,é meia vizinha de terra onde moro,conheço o local é onde se trabalha o ouro com muita mestria.
Beijinho bfs

utopia das palavras disse...

Lucy

Conheço tão pouco ou mesmo nada desses caminhos que tu por aqui falas, por isso te agradeço muito, essa oportunidade. E por falar em oportunidades, são 10 as oportunidades de saber da história do Castelo de Lanhoso e da história de Portugal, nessa encenação teatral que eu gostava tanto de poder assistir, mas, por aqui tenho que me aquietar...aqui em terra de mouros, atulhada de trabalho.
Não sabia que Lanhoso era a terra do ouro, tenhos uns brincos em filigrana,possívelmente serão dessas bandas, não?

Ai o poeta das águas, como anda inspirado, comove-me a amizade dele pelo Zé e pela Maria. Quanto carinho...chego a ter inveja!

Beijos (muitos)

Lucília Ramos disse...

Lisa,

Pois, amiga, tu conheces bem estes recantos, és vizinha destas terras.

Para mim, muito importantes, como podes ver no post de cima.

Um beijo,
Lucy

Lucília Ramos disse...

Olá Ausenda,

Como viste na imagem, 'pepitas de ouro' aqui espalhadas pela rotunda... e que grandes.... só podem dar o nome de Terra do Ouro!!!

Claro que, não é só deste lugar a filigrana, na zona do Porto, em Gondomar também, mas aqui, em Travassos - Póvoa de Lanhoso há um Museu do Ouro (que ainda não visitei). Fica para um dia destes...

Pois, o nosso 'poeta' anda todo embrulhado a descascar a vidinha destes dois. A Maria às vezes fica espantada, mas passa-lhe depressa, sabe que o compadre alentejano gosta de novelas.

Beijo para ti.
Lucy

Lúcia disse...

Conheço bem essas terras de Lanhoso, onde fui com alguma frequência, durante usn anos. Até as pedras contam história! Como aqui, por esta caixa de comentários, cheia de gente interessante, com coisas interessantes e cheias de boa disposição!:)

E lá para essas terras há aquele lugarejo chamado S. João e Rei, que tem um restaurante tornado conehcido pela presença e carinho do Jorge Amado. E tem aquela igreja onde, só de nos aproximarmos, parece que vemos a Mªa da Fonte a iniciar a rebelião.

Mais um bom blogue a acompanhar e a divulgar.
É um prazer andar por aqui!:)

Lucília Ramos disse...

Olá Lúcia,

Agradou-me a tua presença neste espaço, ainda mais quando dizes conhecer estas terras que me são tão queridas.

Quanto ao restaurante do Vítor, conheço muito bem... e ai que bacalhau na brasa com batatas a murro!!! Pudera, como não havia o Jorge Amado e a sua Zélia não terem apreciado estes pratos minhotos!?

Volta quando desejares,
Beijinho,
Lucy

Terra das "Marias" da Fonte ou fontanário, história com histórias... disse...

O livro Maria da Fonte encontra-se no Posto de Turismo da Póvoa de Lanhoso

"Terra das Marias da Fonte ou fontanário, história com histórias..." é o novo livro do escritor Quelhas. Meus nobres amigos, pois bem, gostaria imenso da colaboração de toda a gente na obra editada, seja a ajuda particular ou colectiva. Também seria uma mais-valia, incentivar os vossos amigos a ler o livro de história de Portugal e divulga-lo. Senão for mais, para não esquecerem a Heroína Maria da Fonte! Os livros encontram-se no Posto de Turismo da Póvoa de Lanhoso (Casa da Botica). A factura pode ser pedida para inspiracaodoautor@sapo.pt isto, caso de instituíções e no mínimo de cinco exemplares. Obrigado.

autor: Quelhas