Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas!



Umas Boas Festas... muito estreladas... para todos os visitantes deste blogue!




Ainda por Vila do Conde, assistindo a um pôr-do-sol maravilhoso, mas que a máquina fotográfica deixou ficar mal... foi-se a bateria. 
Salvou-me o telemóvel, porque o paredão estava cheio de "estrelinhas do mar" contando segredos umas às outras.Um momento digno de registo!
As gaivotas faziam círculos, defendendo assim  o seu território habitual de observatório... entre o Rio e o Mar.
O farol, abrigo dos sem abrigo, pousada de gente, misturada de animais do céu e da água, lá vai resistindo a impulsos mais ferozes de um mar bravio.
E o pescador, lançando o anzol, com duas canas que bem podiam apanhar o peixe de água doce ou de água salgada - naquele ponto onde a terra acaba, o rio desagua e o mar começa... todos são um só.

Ah! O Sol! Pois, aquela bola redonda de fogo que dá um toque mágico e sublime a tudo quanto é ser vivente na Terra, a Luz que os nossos olhos mais querem ver mas nos cega de tanto esplendor, envergonhado de tanto elogio... escondia-se, devagarinho...! Num piscar de olhos deixava que a sua amada Escuridão fosse aparecendo, primeiro ainda tonta do calor, da luz do seu amante, mas aos poucos ganhando presença, mostrando todo o seu realce, as estrelas que poisavam nos seus cabelos, aquelas que eram companheiras de segredos das outras que poisavam a seus pés.    
Bem-vindos sejais, Luz e Escuridão, a todos os dias das nossa vidas!



domingo, 19 de dezembro de 2010

Vila do Conde... do Fado Português!

Do Castelo até à foz do Rio Ave, passando pela Nossa Senhora da Guia:

Lembrando José Régio:

(caricatura do blogue: "desenhos do ruihttp://desenhosdorui.blogs.sapo.pt/tag/caricaturas)


Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro velero
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um sol quentinho... em Vila do Conde



Tarde de 16 de Dezembro de 2010

Para alternar com os dias cinzentos, frios e chuvosos, um dia de sol, quentinho, passado na praia... alegra a alma.
Enquanto o sol não se põe é bom caminhar à beira mar. Depois... corre aquele friozinho que gela a 'espinha' e a noite cai de imediato. É então a hora de correr para casa, para o quentinho da lareira, substituindo um fogo que se extingue por um outro que vai ardendo lentamente. 
E assim se vai alimentando o coração...

Praia de Vila do Conde até à foz do Rio Ave:



domingo, 14 de novembro de 2010

Rio Douro - de ouro o anel...

Recordando...
Quando não tenho viajado por aí... rebobino até uma das postagens mais antigas.
Este mau tempo impede-me de partir à aventura, descobrindo novas paisagens, aromas deste Portugal que ainda tem muito para me mostrar.
E, depois, o Eduardo Aleixo ao falar-me do Douro deu-me vontade de o revisitar.
Aqui vai, amigo!

O rio Douro (Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha, na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 927 km de comprimento. Este é o segundo maior rio da Península Ibérica.

Há duas versões para a origem do seu nome. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim durius, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal não tem aderência histórica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Douro

Alguns afluentes do Rio Douro: Rio Tâmega (dir.); Rio Côa (esq.) ; Rio Tua (dir.) ; Rio Cabrum (esq.) ; Rio Pinhão (dir.)




De Trás-os-Montes até à Foz - no Porto, desaguando no Oceano Atlântico - De barco, de comboio, ou de automóvel - um percurso a não perder!
RIO DOURO

Rio Douro
De ouro o anel
Anel de Saturno
Saturno planeta
Planeta solar
Solar do Marquês
Marquês de Pombal
Pombal das pombas
Pombas da paz
Paz e amor
Amor ao próximo
Próximo comboio
Comboio a vapor
Vapor de água
Água com peixes
Peixes do rio
Rio Douro.

Poemas da Mentira e da Verdade, de Luísa Ducla Soares
http://www.app.pt/nte/luisads/mentiraverdade.htm#RIO%20DOURO


domingo, 7 de novembro de 2010

Viajando na Memória... até ao Porto (2008)

Num tempo em que a mudança não pára, há que recolher as imagens que ainda restam da nossa adolescência e juventude. O Porto onde vivi e estudei durante sete anos...

E, ainda, o Porto que resta na minha memória... da Estação de S. Bento até à Ribeira e percorrendo toda a baixa da Cidade Invicta.


domingo, 31 de outubro de 2010

Perante Deus e a morte...

"Somente onde há sepulturas há também ressurreições"


(Nietzsche)


"Quero fazer os poemas das coisas materiais,


pois imagino que esses hão de ser

os poemas mais espirituais.

E farei os poemas do meu corpo

E do que há de mortal.

Pois acredito que eles me trarão

Os poemas da alma e da imortalidade."


E à raça humana eu digo:

-Não seja curiosa a respeito de Deus,

pois eu sou curioso sobre todas as coisas

e não sou curioso a respeito de Deus.

Não há palavra capaz de dizer

Quanto eu me sinto em paz

Perante Deus e a morte.

Escuto e vejo Deus em todos os objetos,

Embora de Deus mesmo eu não entenda

Nem um pouquinho...


Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?

Por mim, de nada sei que não sejam milagres...


Cada momento de luz ou de treva

É para mim um milagre,

Milagre cada polegada cúbica de espaço,

Cada metro quadrado de superfície

Da terra está cheio de milagres

E cada pedaço do seu interior

Está apinhado de milagres.


O mar é para mim um milagre sem fim:

Os peixes nadando, as pedras,

O movimento das ondas,

Os navios que vão com homens dentro


- existirão milagres mais estranhos?"

(Walt Whitmann)

domingo, 24 de outubro de 2010

S. Bento: "Ora et Labora"

Em jeito de 'pedido' para amigos que vão tentar dar outro rumo às suas vidas... noutro país da Europa.

Que o "Padroeiro da Europa" seja o vosso Guia.

"Ora et Labora" - foi o lema de S. Bento e um bom exemplo a seguir.

Nas fotos: S. Bento da Porta Aberta, na serra do Gerês.




São Bento nasceu na cidade italiana de Núrsia, em 24 de Março do ano 480. Filho de uma família nobre e cristã, é enviado para Roma para completar os estudos. Decepcionado com o estilo de vida da cidade, parte para o monte Subiaco, onde numa gruta, durante 3 anos, se dedica à reflexão. Seguidamente, funda a Ordem Beneditina, cujo lema está espalhado na celebre regra "Ora et Labora" - Reza e Trabalha.
Após uma vida consagrada a Deus e aos outros, realizando prodígios e milagres, morre a 21 de Março de 547.
Proclamado como "Padroeiro da Europa" e Patriarca dos Monges do Ocidente, atrai milhares de peregrinos a cada santuário onde é venerado.



S. Bento e o concelho onde eu nasci:

RTP - SANTO TIRSO: ORA ET LABORA



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ouvindo as Vozes da Água...

Participação no evento online "Blog Action Day": http://blogactionday.change.org/.

Em sintonia com todos os blogues que hoje fazem um apelo à preservação da nossa maior riqueza: ÁGUA.

Em solidariedade com todos os que não têm acesso a ÁGUA LIMPA e morrem de sede e de fome.

"Há muitos que contam a dor e o pranto
De a não ter!
E nós, que cantamos? 
A benção de ver a Água a correr...!"

(Adaptado de uns versos de Fernando Pessoa)


Nestes slides, as águas abundantes e cristalinas da serra do Gerês, um local de excelência para se mergulhar na pura meditação do nosso querido Universo...



O problema da escassez de água potável:


Quase 1 bilhão de pessoas carecem de acesso à água potável, o que provoca uma litania de lutas, doenças e até morte.



Água e meio ambiente:


A desconsideração dos recursos hídricos nos países industrializados faz com que a devastação ambiental seja maior. 

A boa notícia é que existem grandes organizações a trabalhar em soluções e novas ferramentas que permitem que as pessoas façam a sua parte para resolver a crise da água.

Conservação Começa em Casa:

A pessoa usa em média 465 litros de água por dia. Saiba o quanto você a usa. 

Informação em:
http://www.h2oconserve.org/?page_id=503

Manter Limpeza dos Rios:

Todos nós podemos dar pequenos passos para ajudar a combater a poluição dos nossos rios, como correctamente saber eliminar os resíduos domésticos.

Informação em: http://www.nrdc.org/water/pollution/gsteps.asp

"Estas informações foram retiradas do Blog Action Day": http://blogactionday.change.org/"




"Só a vontade de cada Um pode arrastar a vontade de Todos."
Façamos a nossa parte...!
 
 Aqui na minha casa aproveita-se a água sempre que se pode:
-  Recolhe-se a água da máquina de lavar roupa, num grande balde, reutilizando-a para lavar os terraços onde andam os quatro cães.
- Toda a água que sobeja nos copos dá para regar os vasos.
-  Enquanto a água do chuveiro não aquece, aproveita-se e vai-se lavando os dentes na água que corre.
-  Colocar bacias a apanhar a água das chuvas também é de muito bom proveito.
E ainda:
- Não se deitam azeites queimados, nem óleos ou gorduras pelos canos da banca da louça, recolhem-se num bidão.

Quanto a detergentes usados na limpeza da casa, esses é que ainda vão pelos esgotos, embora também contaminem as águas.

Se estas dicas servirem de exemplo a alguém, façam o favor de as copiar, porque eu vou aprender aqui um pouco mais com a Turma da Mónica:





domingo, 10 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Em jeito de despedida de Verão...! Póvoa de Varzim

(...)
Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa
Há muito,
(...)

MAR - POESIA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

sábado, 2 de outubro de 2010

Dornes... no Centro de Portugal!

(Muito gostaria de estar aí a piquenicar convosco, amigas!)

Dornes, Vale do Serrão... Rio Cimeiro,...lugares mágicos onde é bom "simplesmente estar"!

Setembro 2009


domingo, 26 de setembro de 2010

Praia do Castelo do Queijo - Porto

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!


Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.


Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa


"Momento de meditação em tarde soalheira de Domingo"


domingo, 19 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma das Sete Maravilhas de Portugal: Parque Nacional da Peneda-Gerês

Onde reside o meu coração...

domingo, 5 de setembro de 2010

Rumo ao Sul - Algarve

Desta vez rumando ao Sul de Portugal... passando a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa... depois observando a paisagem alentejana - e finalmente no Algarve: Portimão, mais propriamente na Praia da Rocha. 

Dias maravilhosos debaixo de um sol quente e num mar que não queremos largar, de tal modo nos acolhe nas suas águas cálidas e serenas. (Apesar das marés vivas de finais de Agosto a inícios de Setembro)

Caminhadas desde a praia dos Três Castelos até à praia do Vau...

Que saudades já sinto do Verão!?

E, ainda, o "encontro real" de uma amiga - até então "virtual" - conhecida neste mundo blogueiro há uns quatro anos.

Para ti, São, dedico este post, pelo carinho e amizade demonstrados. Foi bom o nosso encontro, não foi? Eu gostei muito. Agora é a tua vez de rumares ao norte...






domingo, 15 de agosto de 2010

Melgaço

Um Espaço de Memória para muitos Emigrantes...

sábado, 7 de agosto de 2010

Na Serra da Peneda

Quando o coração pede PAZ..

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

À minha sobrinha Ângela...


Dedicatória:

Partiste na escuridão da noite... para que melhor pudesses ver a LUZ!





Outra dedicatória no blog da minha irmã:
http://manuelaestrela.blogspot.com/


domingo, 25 de julho de 2010

Costa Nova (Aveiro)

E o passeio continua pela praia da Costa Nova... para fazer a delícia de qualquer um... (Eu escolhi a minha casinha listada).


"Praia de areia muito fina e normalmente ventosa. O mar é bastante mexido, o que é habitual nas praias do norte do país. Boas condições para a prática do surf e do windsurf.

Na zona que se estende a sul do parque de campismo da Costa Nova (a sul da povoação), ao longo de mais de um quilómetro, pratica-se o naturismo.

Da Praia da Costa Nova, contemplam-se as casas de cores fortes, pintadas em riscas, predominantemente verticais, que tornam a avenida principal bastante colorida."





"Diante do mar há caminhos"

Enxugam-se os olhos e adiante


Outro amor haverá por mondar

Que me alcance o caminho distante

Nos atalhos que sei do mar



Atalhos, puras pedras de moer

A dor que é pó e ignorada

De mim, só o passo pode correr

Descobrindo mais atalhos dessa estrada



Antes que me descubra a agrura

Das sendas que esmorecem

Me levante, mesmo que escura

Seja a noite dos olhos que não adormecem!

Poema de Ausenda - Blog "Utopia das Palavras"
 
http://poemas76.blogs.sapo.pt/
 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Aveiro - a Veneza portuguesa

Um passeio até Aveiro, uns dias de sol bem quentinhos, uma banhoca na praia da Barra...


Aveiro, conhecida como a Veneza portuguesa e durante algum tempo chamada de Nova Bragança, é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Aveiro, na região Centro e pertencente à subregião do Baixo Vouga, com cerca de 55 291 habitantes.

Mais informação em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aveiro








"A PONTE"


Me vesti de ti

e de ti me perfumei

te percorri em regressos,

partidas e lembranças

por todos os corredores

portos e navios.


Tão pouco te vivi!

tanto que te sonhei!


Me vesti de ti

do teu químico odor me enebriei

entre pontes e pontes

em ti me suicidei


E as rosas? As rosas

que pétala-a-pétala desfolhei

em poesias, heresias ou emoções,


com elas bordei a ponte da fonte das ilusões.


2010/LuizaCaetano

Autora do Blog: "In Versos"

http://vozdeagua.arteblog.com.br/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

EdoGatti – Pessegatti


Galeria da Biblioteca Lúcio Craveiro Silva

Tem o prazer de convidar V. Exa. e Exma. Família para a Exposição de Escultura de:

EdoGatti – Pessegatti
O Artista ficará honrado com a sua presença

Rua de S. Paulo nº1 – Braga
Telefone: 253 205 989

A Exposição decorrerá até final de Julho

O blog do Escultor:


quinta-feira, 1 de julho de 2010

No Despertar das Águas...!

Aguardemos o Despertar das Águas que correm nos nossos rios internos...
Banhemo-nos, então, nesses Caudais de Águas Puras e Libertadoras.



RIOS, RIBEIROS E LAGOS DA SERRA DA PENEDA - 2008


PARQUE NACIONAL DA PENEDA - GERÊS

domingo, 20 de junho de 2010

Ponte de Lima - Solares de Portugal


Em pleno coração do vale da Ribeira do Lima, a 23 quilómetros de Viana do Castelo, o concelho de Ponte de Lima é o Minho em toda a sua rusticidade e beleza paisagística. Terra plena de história, situada na antiga via militar Braga-Tui, pertenceu, até ao reinado de D. Afonso Henriques, à Diocese de Tui.

Dona Teresa foi quem primeiro lhe concedeu foral, em 1125, ordenando a realização de uma feira de modo a fixar a população e promover a economia. Posteriormente, no século XIV, D. Pedro I protegeu e fortificou a vila que, no reinado de D. Fernando, era o ponto mais seguro da defesa do Norte de Portugal.

Vila lendária e senhoril, na idade média era uma singela cidadela muralhada e ameada, com 600 metros de perímetro, 10 torres, 2 cubelos e 6 portas. Da sua história fazem parte as monumentais ruas com fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas e a notoriedade da arquitectura religiosa que levaram a que, em 1995, Ponte de Lima fosse distinguida com o Grande Prémio Europeu do Turismo e do Ambiente.

Implantada na região do vale do Lima e debruçada sobre o rio que lhe conferiu o nome, a vila de Ponte de Lima possui um conjunto de características paisagísticas únicas que desde sempre conferiram a esta vila do Alto Minho uma originalidade e uma especificidade muito próprias.

O seu passado histórico, marcado por uma forte referência medieval que ainda hoje se vê traduzida no traçado urbano da vila, teve como suporte uma estrutura económica baseada no carácter comercial e mercantil que se viu reforçada, quando em 1125 D. Teresa lhe conferiu foral institucionalizando a Feira que, tal como hoje, se estende pela frente urbana da vila bordejando o Lima.

Foi praça forte de D. Pedro e D. Fernando e desempenhou um papel importante no tempo de D. João I. O rio, ponto de referência e eixo ordenado da vila, foi até ao dealbar do século XX uma via de comunicação muito activa, estabelecendo a ligação da vila com os centros urbanos do litoral e do interior do vale. Atravessado por uma ponte medieval, construída a partir de uma romana, que estabelecia os contactos entre as duas margens e permitia a ligação da vila, por terra, a outras paragens, tendo muitas vezes servido como passagem obrigatória dos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.

Não foge à evolução que por força destas circunstâncias se verificaram ao tempo de D. João V, como sucedeu com outros centros de maior dimensão. Será graças a esse movimento de efervescência económica que o concelho se vê brindado por notáveis construções arquitectónicas religiosas e cívis.


 




Rio Lima



Rio luso-espanhol que atravessa toda a região do Minho. Integra a bacia hidrográfica internacional mais pequena do nosso país.

Nasce em Espanha, na província de Orense, a cerca de 950 metros de altitude, e desagua no oceano Atlântico, junto a Viana do Castelo, depois de ter percorrido no total cerca de 109 quilómetros. Em Espanha percorre 41 quilómetros; entra, depois, em território português, no vale criado através da serra do Gerês e da Peneda e percorre, até à sua foz, 62 quilómetros. A bacia do Lima tem uma superfície de 2200 km2, sendo 1100 km2 em Portugal; é limitada a norte pela bacia hidrográfica do rio Minho, a este pela bacia do rio Douro e a sul pelas bacias dos rios Âncora e Cávado. A altitude da bacia do Lima varia entre os 0 e os 1527 metros (na Serra do Larouco). O escoamento anual na foz do rio Lima é, em média, de 3298 hm3, correspondendo a 1598 hm3 em Portugal e o restante em Espanha. Estima-se que a bacia hidrográfica do rio Lima, em território nacional, apresente uma capacidade total de armazenamento de recursos hídricos na ordem dos 400 hm3, em regime regularizado. A bacia hidrográfica do rio Lima é a bacia portuguesa que dispõe de mais recursos superficiais anuais médios por unidade de área. O principal afluente em Portugal é o rio Vez, situado na sua margem direita, com um comprimento de 39 quilómetros e drenando uma área de 263 km2.




A Cidade do Sonho




Sofres e choras? Vem comigo! Vou mostrar-te

O caminho que leva à Cidade do Sonho...

De tão alta que está, vê-se de toda a parte,

Mas o íngreme trajecto é florido e risonho.



Vai por entre rosais, sinuoso e macio,

Como o caminho chão duma aldeia ao luar,

Todo branco a luzir numa noite de Estio,

Sob o intenso clamor dos ralos a cantar.



Se o teu ânimo sofre amarguras na vida,

Deves empreender essa jornada louca;

O Sonho é para nós a Terra Prometida:

Em beijos o maná chove na nossa boca...



Vistos dessa eminência, o mundo e as suas

[sombras,

Tingem-se no esplendor dum perpétuo arrebol;

O mais estéril chão tapeta-se de alfombras,

Não há nuvens no céu, nunca se põe o Sol.



Nela mora encantada a Ventura perfeita

Que no mundo jamais nos é dado sentir...

E a um beijo só colhido em seus lábios de Eleita,

A própria Dor começa a cantar e a sorrir!



Que importa o despertar? Esse instante divino

Como recordação indelével persiste;

E neste amargo exílio, através do destino,

Ventura sem pesar só na memória existe...



António Feijó, in 'Sol de Inverno'




quarta-feira, 16 de junho de 2010

Procissão de Santo António - VNF




Uma tradição que se vai mantendo, a Procissão:

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

António Lopes Ribeiro

sábado, 12 de junho de 2010

Caminhada Camiliana 2010

Inserida nas Antoninas de Vila Nova Famalicão, no dia 10 de Junho realiza-se a Caminhada Camiliana, quer chova ou faça sol.

Esta foi a quinta caminhada...

Da Estação da CP de Famalicão até à Casa de Camilo, em Seide, uma marcha lenta e ilustrada dá vida ao escritor, marcando um trajecto efectuado por ele.

Vestidos a rigor ou simplesmente "caminhantes", a comitiva segue Camilo Castelo Branco, relembrando aquele que fez jus à Pátria e a Camões, no enriquecimento do património literário português.

Percorrendo as ruas centrais de Famalicão é efectuada a 1ª paragem nas portas de Seide, os cantares ao desafio fizeram eco e uma nuvem negra deixou cair a primeira chuvada - ainda bem que estávamos debaixo do viaduto da variante Famalicão-Braga. Mas a ameça tornou-se real e foi uma correria à procura de outro abrigo... debaixo do próximo viaduto - o da autoestrada  A3. Até o burro se riu...




E já perto da casa de Camilo, uma outra pausa, desta vez no Solar de Pouve, referenciado no romance de Camilo: "O Senhor do Paço de Ninães" - um rival nos amores do Senhor de Pouve...

Mas foi o "Lobisomem", representado pelo grupo de teatro amador camiliano "GRUTACA", que rivalizou com a chuva... a ver quem escorraçava mais!







Como o bigode de Camilo já se descolava e as damas arrastavam os seus vestidos encharcados... até o burro acelerou o passso até chegar a "Casa".

Já no Centro de Estudos Camilianos, foram sorteados os brindes das carnes "Primor", contemplando alguns dos muitos caminhantes. Eu fui uma das felizes premiadas: chouriço, salpicão e um prato de barro - nada mau... quando a fome já apertava.



sexta-feira, 21 de maio de 2010

Maré de Sonhos - Ivo Machado



No passado dia 19, Ivo Machado apresentou o seu novo disco: "MARÉ DE SONHOS".

Foi um excelente e belo "Tributo aos Poetas Famalicenses", com "música /poesia/teatro",  quase a esgotar o grande auditório da Casa das Artes, em Famalicão.

Poetas


Álvaro de Castelões

Aurélio Fernando

Camilo Castelo Branco

Fernando Carneiro

Flora Castelo Branco

Júlio Brandão

Manuel dos Santos Marques

Manuela Monteiro



Convidados

António Sousa - declamador

Coro Juvenil “ A Ilha dos Amores “, Escola EB 2/3 Júlio Brandão, sob a direcção artística do Prof. Rui Mesquita

GRUTACA – Grupo de Teatro Amador Camiliano


Sobre Ivo Machado:

«A sua abordagem musical à poética famalicense data de 1999 com o projecto “ Trovas Simples “. A experiência colheu junto dos famalicenses e, Ivo Machado, tenta explorar este universo com novos projectos: “ Com Tempo e Poesia “ ( 2003 ) e, “ Por entre Sonhos e Silêncios “ ( 2004 ), que embora bem aceites revelaram-se efémeros.
Para contrariar essa efemeridade, Ivo Machado cria novo projecto musical - “ Maré de Sonhos “ - agora alicerçado em disco e sustentado no respectivo livro de partituras.
Abordando a poética de Camilo Castelo Branco a Júlio Brandão passando por Aurélio Fernando e Manuela Monteiro, o disco contempla 12 canções de melodia simples e cariz popular, mas de harmonia rica e sugestiva, num formato minimalista: guitarra/voz.

O projecto foi concebido para levar os poetas ao seu povo. Que o desiderato se cumpra. Oxalá!
Concepção e voz : Ivo Machado
Guitarra clássica e arranjos : Carlos Carneiro»

Fica aqui o meu testemunho fotográfico:








Não há nada mais vão


e mais só

que os mastros despidos

dos barcos perdidos

em portos desertos

chorando a ausência do mar

e das brumas

sonhando o sol o sal e o vento

quilhas cantando a imanência

das águas

cavalgando potros com asas de espuma



E no fino frio de um dia cinzento

voa sobre o cais o grito das gaivotas


“ Não há “, poema de Manuela Monteiro, que integra o álbum “ Maré de Sonhos “

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Leituras do Desejo em Camilo Castelo Branco / Mulheres de Camilo

Terminou agora a excelente exposição "Mulheres de Camilo", no Centro de Estudos Camilianos, em Seide.

E para fechar com chave de ouro, no sábado passado, dia 15 de Maio, foi apresentado o livro "Leituras do Desejo em Camilo Castelo Branco", no mesmo espaço onde se realizou a exposição.

Os organizadores da pesquisa sobre o tema do livro, professores universitários em Braga, Prof. Dr. Sérgio Guimarães de Sousa e Prof. Dr. José Cândido Oliveira Martins, moderadores das "Noites de Insónia"  - actividade que se realiza uma vez por mês na Casa de Camilo e onde é debatida uma obra camiliana, apresentaram o livro, já antes lançado na Feira do Livro em Braga:


Trata-se de um conjunto de estudos críticos, da autoria de investigadores de várias universidades (de Portugal, Espanha e Brasil). Procurando ler Camilo a partir de renovadoras orientações temáticas e críticas, estes ensaios centram-se na importante questão do desejo, que atravessa o universo ficcional camiliano.

Da introdução do livro: “A ficção camiliana, muito assente no conflito entre a paixão e a razão, tem como ponto nevrálgico, por assim dizer, o desejo. As novelas de Camilo oferecem, deste modo, um amplo campo de estudo extremamente fértil para abordar esta questão nas suas múltiplas perspectivas e implicações. Não deixa, por isso, de ser um tanto curioso constatar que a bibliografia passiva de Camilo, mesmo a mais recente, carece de estudos especificamente focados sobre o desejo. Ao reunir, nesta colectânea, textos de um conjunto de investigadores, que aceitaram prontamente o desafio de reler Camilo na óptica do desejo, quisemos colmatar esta lacuna.”

Conforme o que foi publicado no blog "Casa de Camilo":  http://casadecamilo.wordpress.com/



Expoosição "Mulheres de Camilo":

Mulheres de Camilo


Está patente na Sala de Exposições da Casa de Camilo – Centro de Estudos, a exposição "Mulheres de Camilo", pela qual se dão a conhecer figuras femininas de relevo na vida e na ficção camilianas: a mãe de Camilo, Joaquina Pereira de França, Patrícia Emília de Barros, Fanny Owen ... e Ana Plácido, a mulher que mais tempo passou junto do romancista e aquela que reuniu o que todas as outras foram para ele, de um modo apenas esporádico ou parcial.



Horário:
[SEG a SEX – 10h00 às 17h30]
[SÁB e DOM – 10H30 às 12H30 – 14H30 às 17H30]

http://www.camilocastelobranco.org/index2.php?1&it=evento&LG=0&SID=013a8bb15aff2d2ddecec1af8522d01d&mop=260&co=536

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exposição de Arte na Casa de Lamas

Inauguração da exposição de pintura e escultura na Casa de Lamas, dia 8 de Maio, sábado de tarde, com a presença dos artistas e do presidente da Câmara de Vieira do Minho.

EdoGatti e Matilde Gâmbera, dois amigos de longa data a residirem em Braga. Outros artistas bracarenses, conhecidos, marcaram presença nesta inauguração. Encontros de almas e de artes...

A exposição decorre durante todo o mês de Maio num excelente espaço como o da Casa de Lamas. Vale bem a pena visitar as duas.




Exposição Escultura

De 01.05.2010 a 31.05.2010.

Edo Gatti “Esculpir II”

Edo Gatti é um Escultor nascido em São Paulo, em 1952. Uma grande parte da sua família reside em Verona-Itália e outra parte em Alto Adige no Norte de Itália, daí a origem do seu nome.

No final dos anos 60 Edo Gatti frequentou o Curso de Escultura e Arquitectura, em São Paulo. Tocou Violino Na Orquestra de Cordas do SESC, foi um dos Fundadores do Sindicato de Artistas e Artesãos, fez 2º curso livre em História da Arte e Escultura. A primeira Exposição do Escultor foi em 1970 no Salão da Arte e Escultora de Santana, em São Paulo.
Desde 1993 que Edo Gatti reside em Braga. Os seus trabalhos já estiveram Expostos em Portugal, Espanha. Várias das suas Exposições foram realizadas em França.
As esculturas presentes na exposição “Esculpir II” representam um momento de trânsição entre o trabalho realizado em 2008-2009 e as peças mais recentes de 2010. Algo se alterou e não foi de uma forma pacifica. A radicalização das formas e alguns dos materiais utilizados não trouxeram paz nem respostas definitivas e ainda bem que assim foi. As obras estão vivas. Lembrem-se das portas. Na realidade para que serve uma porta?

http://www.vieiraminhoturismo.com/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=480&Itemid=66

Exposição Pintura


De 01.05.2010 a 31.05.2010.
Matilde Gâmbera Pessegatti

“Cantos da Terra”
Paisagens Fantásticas
Matilde é uma pintora nascida em São Paulo, em 1958, de origem siciliana, que reside e trabalha em Braga há 17 anos, tendo feito, no ano de 2003, um estágio em Londres, no atelier "West Road", em Turnpike Lane, onde realizou uma série de trabalhos, que culminaram com uma exposição individual das suas obras em Pallarax Gallery, em Camden Town. Já teve os seus trabalhos expostos no Brasil, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Itália.
As suas intrigantes paisagens, sempre com um teor fantástico, são repletas de tiras verticais, onde as diferentes imagens são colocadas umas próximas e outras ao fundo, dando sempre uma impressão dum perfeito balanço entre cores, formas, iluminação, dia e noite com um forte sentido surreal. Difícil de descrever, muito fácil de gostar.

http://www.vieiraminhoturismo.com/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=481&Itemid=66




A magnífica Casa de Lamas fotografada com o meu telemóvel:

Casa de Lamas - Vieira do Minho

I Mostra Espólio Casa de Lamas

Numa primeira mostra do espólio da Casa de Lamas, o Centro Cultural orgulha-se de dar a conhecer ao público memórias e pedaços dum passado eterno através de cartas, fotografias, quadros e mobiliário. O Tempo encarregou-se de fazer a história. Nós abrimos as portas para que a possa conhecer!
Corria o ano de 1779, quando D. Maria I outorgou por Carta Régia o brasão da Casa de Lamas. Alexandre José de Lemos, Professo na Ordem de Christo, Capitão-mor de Vieira, Cônsul de Génova em Caminha, foi fundador daquele que é um dos edifícios mais imponentes da região e o primeiro de muitos nomes poderosos que habitaram a Casa de Lamas.
Álvaro José de Miranda Magalhães e Menezes, Bacharel formado em Direito, Presidente da Câmara de Vieira, Juíz substituto na mesma Comarca, senhor da Casa da Cuqueira e do morgado de Dentro da Villa em Ruivães, e Margarida Emília Rebello Vieira de Lemos, legítima herdeira da fortuna de Lamas e bisneta do fundador, casam por volta de 1923, fazendo com que, no séc XIX, os laços genealógicos de Lamas fossem já tão vastos, que dominavam todas as terras de Vieira.
Álvaro de Lemos Magalhães, terceiro neto do fundador e senhor da Casa de Dentro de Ruivães, da Casa da Cuqueira no Mosteiro e da Casa do Outeiro em Rossas, nasce a 1896. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi conservador em Conservatórias do Registo Predial da região e o último senhor legítimo da Casa de Lamas. Casa com Maria Emília Faria de Freitas, com quem teve seis filhos: Álvaro, José, António, Maria, Alexandre e Adelino Ângelo. Estes foram os últimos habitantes do Solar de brasão.

“Há naquelle pateo de entrada uma manifestação de riqueza solida e fidalga, que não tem o afan de se mostrar, de fazer reclamo, como sucede nas habitações modernas. Vê-se alli ainda claramente manifestado o trabalho de algumas gerações desejosas de perpetuar um nome engrandecendo-o e, com essa nota altruista do amor de familia, da intimidade pelos que estimamos, tambem se evidencia o amor da terra, que os possuidores da casa mostravam que queriam respeitada e solidamente poderosa.” *

VIEIRA, José C. A. (introd. Luís Jácome); Vieira do Minho - Notícia Histórica e Descritiva , Edição fac-simile da edição de 1925; Braga; “O Jornal de Vieira”; 2000 - ´Notícia da Revista “O Ocidente” nº de 20 de Fevereiro de 1902, referente à Casa de Lamas.


Centro Cultural Casa de Lamas

Largo Prof. Brás da Mota

4850-525  Vieira do Minho



Horário

Segunda, Quinta e Sexta das 9h às 13h e das 14h às 17h

Sábados e Domingos das 10h30 às 12h30 e das 14h às 17h

Encerrado às Terças e Quartas


domingo, 18 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Foz do Cávado (1)

Passeio junto da foz do Cávado.
Início na Pousada da Juventude da Foz do Cávado, em Fão, repouso na praia de Ofir, caminhada pela praia, regresso ao Bom Jesus de Fão, onde havia festa, bem pegadinho à Pousada.
Noite mal dormida, ao som do "tum-tum" da barraca dos CDs.
Festa é festa!...


quarta-feira, 7 de abril de 2010

NÃO POSSO ADIAR O AMOR...

Não posso adiar o amor para outro século

não posso


ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas


Não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio


Não posso adiar

ainda que a noite pese séculos sobre as costas

e a aurora imprecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação


Não posso adiar o coração



Autor: António Ramos Rosa (1924) – Portugal



Poema tirado do blog da minha irmã Manuela Ramos: "CEREJAS DE MAIO"

Daqui: http://manuelaestrela.blogspot.com/





Bom Jesus do Monte - Braga, onde o Amor é inspirado e respirado... por cada árvore, recanto, banco de jardim, ...!
Esta tarde de sol, de Abril.








domingo, 4 de abril de 2010

Santuários de Portugal

Com o desejo de uma Páscoa muito feliz!





Esta é uma lista de santuários católicos em Portugal:


 B
 
Santuário do Bom Jesus do Monte

Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho

 C

Cristo-Rei (Almada)
Caminhos de Fátima


 F

Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Fátima (Ourém)

[editar] L

Santuário de La Salette (Oliveira de Azeméis)

[editar] M

Santuário do Menino Jesus de Praga, Marco de Canaveses

N

Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, Atalaia (Montijo)

Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, Terena

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, Nazaré

Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, Penha de França (Lisboa).

Santuário de Nossa Senhora da Piedade da Merceana, Olhalvo (Alenquer)

Santuário de Nossa Senhora da Piedade da Serra, Almargem do Bispo (Sintra)

Santuário de Nossa Senhora da Rocha, Queijas (Oeiras)

Santuário de Nossa Senhora da Saúde de Gestoso (Vale de Cambra)

Santuário de Nossa Senhora da Saúde, Sacavém (Loures)

Santuário de Nossa Senhora das Neves, Lamas (Cadaval)

Santuário de Nossa Senhora de Alcamé, Vila Franca de Xira

Santuário de Nossa Senhora do Socorro, Albergaria-a-Velha

Santuário de Nossa Senhora do Socorro, Enxara do Bispo (Mafra)

Santuário de Nossa Senhora dos Milagres (São João da Madeira)

Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, Dois Portos (Torres Vedras)

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego)

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Peniche

Santuário de Nossa Senhora da Ortiga, Fátima (Ourém)

N (continuação)

Santuário da Nossa Senhora Aparecida

Santuário de Nossa Senhora da Abadia

Santuário de Nossa Senhora da Lapa
Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua
Capela de Nossa Senhora da Saúde e de Santo André (Sacavém)

Santuário de Nossa Senhora do Porto de Ave



P
Santuário de Nossa Senhora da Peneda
Santuário da Penha
Santuário da Peninha

S

Santuário do Sameiro

Santuário de Santa Quitéria de Meca, Meca (Alenquer)

Santuário de Senhor Jesus da Boa-Morte, Povos, Vila Franca de Xira

Santuário de Senhor Jesus da Pedra, Óbidos

Santuário de Senhor Jesus do Calvário, Matacães

[Santuário do Senhor Jesus do Carvalhal], Carvalhal, Bombarral, Bombarral

Santuário do Senhor da Serra, Semide, Miranda do Corvo

Santuário do Senhor Jesus da Piedade, Elvas
 
Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
Santuário de Nossa Senhora da Ortiga
Santuário de Nossa Senhora do Socorro

Santuário de Santa Luzia
Santuário de São Jesus da Piedade
Santuário do Senhor da Serra
Santuário da Senhora da Póvoa
São Bento da Porta Aberta

 
 
Tirada daqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_santu%C3%A1rios_em_Portugal
 
E daqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Santu%C3%A1rios_de_Portugal
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Morre lentamente quem não viaja - sobrevoando Portugal

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

(Agradeço o envio deste belo poema à minha amiga Helena Aguiar)



terça-feira, 16 de março de 2010

UP! Altamente!

Em Março de 2010

Hoje fui com a minha neta Joana, de 4 anos, assistir ao filme: "UP! Altamente!, de Pete Docter.
Um filme muito giro a ser visto por miúdos e graúdos.
E como as crianças não distinguem o real do imaginário, em tão tenra idade, foi vê-la e ouvi-la a chorar quando as coisas não corriam bem para o menino, o cão e o pássaro. 
Acalmei-a, dizendo que tudo iria acabar bem e assim aconteceu, mas num determinado momento ela gritou: "E agora! Como eles se vão salvar?"
A aflição era grande num coraçãozinho tão pequeno.

Ainda bem que nas 'histórias infantis' os maus são sempre castigados e os bons conseguem sempre salvar-se a tempo!
E essas cenas ficam bem gravadas na nossa memória.
E o desejo de um 'final feliz' há-de perseguir-nos pela vida fora!...



Por isso, é bom mostrar às crianças de onde 'saem' os filmes...!


http://www.cm-vnfamalicao.pt/_famafest_2010_arranca_com_mais_de_150_filmes_em_exibicao