Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quarta-feira, 7 de abril de 2010

NÃO POSSO ADIAR O AMOR...

Não posso adiar o amor para outro século

não posso


ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas


Não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio


Não posso adiar

ainda que a noite pese séculos sobre as costas

e a aurora imprecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação


Não posso adiar o coração



Autor: António Ramos Rosa (1924) – Portugal



Poema tirado do blog da minha irmã Manuela Ramos: "CEREJAS DE MAIO"

Daqui: http://manuelaestrela.blogspot.com/





Bom Jesus do Monte - Braga, onde o Amor é inspirado e respirado... por cada árvore, recanto, banco de jardim, ...!
Esta tarde de sol, de Abril.








3 comentários:

S disse...

Adiar o Amor... E a gente sabe o que é o Amor? Por isso se fala tanto nele, em tantos meios. Tenho reflectido sobre o Amor e tenho chegado por vezes, too many times, à conclusão, dura, de que não sei o que é Amor.
Ternura,carinho, primos do Amor, eu sei o que é porque os sinto algumas vezes. Mas esse Amor que toca por uma fracção de segundo e cura definitivamente, não sei como é.
O resto são amores, amorzinhos.
Talvez quando olho para uma árvore em silêncio, talvez isso seja Amor, com letra grande... A árvore é...nem sei dizer...
Gosto muito desta cor, é uma das minhas cores preferidas, sem dúvida.
A verdade é que há medo desse tal Amor, que patetice, mas há..

Um abraço com ternura. Com Amor? na :)

Eduardo Aleixo disse...

É um poema muito belo, este. Beijinho.

Agulheta disse...

Querida Lucy. O amor jmais se pode ou deve adiar,mas sim viver intensamente até as ultimas forças.
Beijinho de amizade bfs Lisa