Fotografia do "Campo do Gerês"

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Destino de encantos - Penha, Guimarães



Serra da Penha
No centro histórico de Guimarães avista-se esta bonita Serra, também conhecida por Monte de Santa Catarina, o ponto mais elevado da área urbana desta cidade, de onde se tem um panorama maravilhoso que se estende até ao oceano.

Sendo um dos pontos mais importantes e famosos da cidade “Berço da Nação”, a Serra da Penha está hoje munida das mais variadas infra-estruturas, podendo-se aceder ao seu topo através de uma agradável viagem de 10 minutos de teleférico, apreciando a bonita paisagem envolvente.

A Serra da Penha possui Parque de Campismo, um Centro Equestre, um Campo de Mini-Golfe, Parque de Merendas, passeios em Comboio Turístico e Percursos Pedestres.

Um dos locais mais atractivos é o Santuário da Senhora da Penha, um importante ponto de peregrinação, construído na década de 1930 e inaugurado em 1947, de acordo com o projecto do arquitecto Marques da Silva.








A Penha impressiona pela beleza e harmonia. Ao esplendor do Santuário, altivo no topo da montanha, junta-se uma paisagem verdejante, fortemente pontuada pela imponência do granito e recantos singulares. A montanha assume-se como o pulmão de Guimarães, com 60 hectares de área verde preservada, grutas, ermidas, miradouros e um parque de campismo. A montanha construiu-se com a arte e o saber de um grupo de pedreiros liderados pelo mestre José de Pina, mas seguindo o impulso ditado pela natureza. Ainda hoje, a imponência do granito constitui um dos seus esplendorosos atractivos, em exemplares como "o penedo do sino" ou "o penedo que abana", a que se junta um olhar único sobre a cidade. A pé, de carro, de autocarro ou de teleférico, a Penha é, certamente,um destino cheio de encantos e um santuário de calma interior.




http://www.penhaguimaraes.com/natureza.php

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Paço dos Duques de Bragança - Guimarães

Dezembro de 2009

História

O Paço dos Duques de Bragança, exemplar representativo da arquitectura senhorial quatrocentista e berço da Casa de Bragança, localiza-se numa colina sobranceira ao burgo muralhado.

O Paço foi mandado construir por D. Afonso (filho ilegítimo do rei D. João I), entre os anos de 1420 -1422, por altura do seu segundo casamento com D. Constança de Noronha (filha do conde de Gijón e Noronha).

Esta moradia senhorial foi essencialmente habitada durante o século XV. Na centúria seguinte assistiu-se a um progressivo abandono e a uma consequente ruína (motivada por factores políticos e económicos), estado que se agravou até ao século XX.

Este estado de ruína não foi impeditivo de se identificarem, no primeiro quartel de novecentos, alguns elementos arquitectónicos comuns às casas fortificadas, bem como soluções construtivas importadas da Europa setentrional, como a organização simétrica em torno de um pátio central e os vestígios de múltiplas chaminés, conferindo ao conjunto aspectos singulares e únicos no âmbito da arquitectura civil portuguesa de finais da Idade Média.


Entre 1937 e 1959 realizou-se uma ampla e complexa intervenção de restauro, da responsabilidade do arquitecto Rogério de Azevedo. Procedeu-se também à aquisição do recheio actual, composto por peças de arte variadas e datadas, essencialmente, dos séculos XVII e XVIII.

Do referido acervo destaca-se o conjunto das quatro cópias das tapeçarias de Pastrana, cujo desenho é atribuído ao pintor Nuno Gonçalves, as porcelanas "Companhia das Índias", as faianças do Rato, Prado, Viana, Rocha Soares, diversas tapeçarias flamengas e d'Aubusson e mobiliário variado.

O paço encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910. Actualmente, é um serviço dependente do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e integra o Museu (1º piso), uma ala destinada à Presidência da República (fachada principal, 2º piso) e uma vasta área vocacionada para
diversas iniciativas culturais.

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

A 1º pedra na edificação de um país... Srª da Luz!


A MEU PAI, MANUEL JOAQUIM RAMOS...

"O Amor há-de vencer e a alma libertar... - o Amor a Portugal!"

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Recentemente, ouvi a um pesquisador da "História de Portugal", que este lugar de "Senhora da Luz", em Creixomil, teria sido o presumível local da batalha de S. Mamede, em Guimarães. No local há uma placa, quase ilegível, onde diz "1075 anos de História - de 926 a 2001"

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Batalha de S. Mamede

Batalha travada a 24 de Junho de 1128 "in campo Sancte Mametis quod est prope castellum de Vimaranes". Desde 1112, ano da morte do seu esposo, D. Teresa detinha o governo do condado Portucalense tendo a seu lado fidalgos castelhanos, nomeadamente Fernão Peres de Trava, com quem, pensa-se, terá mantido uma relação marital. Já desde 1127 o infante Afonso Henriques mantinha discórdias importantes com sua mãe; tentou por este motivo apoderar-se do governo do Condado.


As tropas do infante e dos barões portucalenses enfrentaram as de Fernão Peres de Trava e dos seus partidários portugueses e fidalgos galegos no dia de S. João Baptista do já referido ano de 1128. A vitória foi para D. Afonso Henriques. O cronista do mosteiro de Santa Cruz aproveitou a coincidência da data da batalha com a festa religiosa para exaltar o acontecimento, conseguindo colocá-lo ao nível das intervenções divinas. S. João Baptista tinha sido o anunciador de Jesus Cristo pelo facto de a batalha se ter dado na data em que se venera esse santo e a vitória ter sorrido a D. Afonso Henriques. Tal facto é, para o cronista, prova de que o infante era, também ele, o anunciador do aparecimento de um novo reinado.


Efectivamente, esta batalha foi decisiva, pois com ela mudaram os detentores do poder no condado (expulsão de D. Teresa e do "seu conde") e mudaram ainda as relações das forças sociais para com o próprio poder. Os barões portucalenses, ao escolherem D. Afonso Henriques para seu chefe, recusavam-se a aceitar a política da alta nobreza galega e do arcebispo de Compostela; por esta via estavam a inviabilizar um reino que englobasse Portugal e a Galiza. Desencadearam uma corrente independentista capaz de subsistir por si só e capaz de resistir a todas as tentativas posteriores de reabsorção.


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A localização exacta do campo de batalha é ainda pouco precisa; sabe-se, no entanto, que a refrega se deu, sem qualquer dúvida, perto de Guimarães.











Nota: A minha saudosa sobrinha Ângela deixou-me aqui um único comentário neste blog, em Dezembro de 2009; mal eu sabia que sete meses depois ela partiria deste mundo. Que a Luz esteja com ela!