Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A cor do Natal - Braga

A procura de Caminhos de Luz na Noite da Alma... Neste Natal, em Braga.


Porque... chegou o tempo!

Não é porque seja noite
Ou a chuva caia!
Podia ser de dia
Com o sol rutilante a causticar o chão de pedra.
Mas o que tem de acontecer
Acontece seja qual for o tempo
E o momento!
Acontece como se fosse uma carta atirada
Pelas mãos do vento!
E então,
Quando o vento passa,
Como um cavalo a galope
E este se afasta,
É no silêncio que fica
Que os olhos... olham,
A atenção... atenta,
A memória... lembra os pequeníssimos detalhes
Como fios de teias
Urdidas nos labirintos e nos becos do tempo...
E faz-se luz!
Completamente!
Mesmo que seja noite e faça vento...
Porque... chegou o tempo!
-

(Os caminhos do silêncio)
Poesia de Eduardo Aleixo


10 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

Tudo é lindo: as esreelas do ceu e da terra ( as luzes ), as canções, os borreguinhos, os Reis Magos, a música, as janelas das casas com luminosidade por dentro para que Ele entre e dentro, no coração das gentes, se faça Natal e Ele nasça de novo, e nós com Ele. Beijos.

S disse...

Amiga, tens aqui um cubo mágico, cheio de beleza.

A imagem acima é de cortar a respiração...
E gosto muito de amalelinho :)

Beijinho, Lucynha querida.
E Ablacinho :)

Agulheta disse...

Lucy.
As imagens do cubo são realmente belas como sempre,e ler a poesia do Eduardo,nesta altura que devia em cada dia ser paz e sempre paz.
Beijinhos Lisa

utopia das palavras disse...

Fiquei a saborear a música, a contemplar Portugal encoberto mas mesmo assim lindo, a ler o momento de grande inspiração do Poeta das Águas e a encher o meu olhar de luz...! Obrigada!

Beijo

Lucília Ramos disse...

Olá meninas e menino,

Eduardo, Lisa, S. e Ausenda,

Como fico feliz por poder partilhar estes pequenos 'caprichos' pseu-fotográficos convosco! Sabem que o objectivo não é a foto mas a minha objectiva interior, aquela que me faz observar tudo à minha volta e procurar ter uma visão mais completa do mundo (ou do meu Portugal interno - neste caso)

Um grande abraço para vós, gente querida do meu coração.
Lucília

Eduardo Aleixo disse...

Cila, sinceramente foi uma surpresa. Pensava que já estaria esquecido por aí e por ti, o que, diga-se, é natural no universo. Mas vi que o poema foi escrito por mim em certo tempo e reli-o e gostei. Achei que afinal as palavras ainda estão vivas. Olha: que seja vivo o teu Natal. E que tenha o mesmo significado que tem para mim. De nascermos de novo. Pelo menos em imaginação. Beijo te deixo.

Lucília Benvinda disse...

Eduardo,

Mais do que nunca este teu poema faz sentido...! De 2009 a 2012... as 'palavras ainda estão vivas'... e que perdurem... pois os teus poemas são feitos de silêncio e de água, da alma que buscas em tudo e da transparência do teu olhar.
Um grande beijo e Bom Natal. Beijo recebo e retribuo.

Eduardo Aleixo disse...

Obrigado. Dá beijinhos à que espreitava em cima dos ulmeiros.

Lucília Benvinda disse...

Ahahahahah! Edu, a trepadeira dos ulmeiros anda a sofrer de insónias...:-)

Eduardo Aleixo disse...

Para ti e trepadeira dos ulmeiros Bom Natal e muito amor e paz para o ano que aí vem.