Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Trás-os- Montes - marcadamente agreste

Trás-os-Montes

Sentida terra
Marcadamente agreste
De límpidos silêncios
Minha terra
De tons castanhos
E gestos quentes
Onde se festeja sem frio
O espírito d'Inverno
Com o calor do amor
E a cor da vida
Onde o calor baila
Com a calma da alma
Da terra sentida

Augusto Guedes

http://www.bragancanet.pt/balbinamendes/poesia.htm#Tons_Poesia




1 comentário:

Eduardo Aleixo disse...

Que lindo poema de uma terra de que gosto tanto! Aliás, dizem e talvez com algum fundamento, que os transmontanos são muito semelhantes aos alentejanos. Não que a paisagem seja igual, não. Mas talvez porque em ambas as províncias a alma dos silêncios telúricos, a simplicidade que advém da ligação directa aos ventos, às chuvas e à dureza das lides dos campos, tudo isso moldou semelhanças em dois povos situados distantes. Gostei do poema, sim, e gostei das fotos. Que habilidade e conhecimentos técnicos não serão precisos para a gente ver as fotos a passarem como se estivessem nas nossa mãos! Bonito!
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Sobre a foto do velho, é verdade! Fui eu que escolhi a foto no Google. Postei-a para o poema da Rita. Mas não gostei. E troquei. E pelos vistos, no intervalo, a snhora mirou. E hoje veio aqui e ficou admirada! Mas o poema é dela. E, sendo dela, deveria escrever: filha de peixe, e não filho de peixe! São as teclas, como diria a Mariz...Por outro lado, quando a senhora se despediu, com um beijo, não sei se foi para mim, ou se foi para ela ( veja-se o modo como escreveu... ). E pronto, dando uma pintura de brincadeira à prosa, despeço-me, com admiração e amizade. Um beijo.
Eduardo