Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A 1º pedra na edificação de um país... Srª da Luz!


A MEU PAI, MANUEL JOAQUIM RAMOS...

"O Amor há-de vencer e a alma libertar... - o Amor a Portugal!"

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Recentemente, ouvi a um pesquisador da "História de Portugal", que este lugar de "Senhora da Luz", em Creixomil, teria sido o presumível local da batalha de S. Mamede, em Guimarães. No local há uma placa, quase ilegível, onde diz "1075 anos de História - de 926 a 2001"

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Batalha de S. Mamede

Batalha travada a 24 de Junho de 1128 "in campo Sancte Mametis quod est prope castellum de Vimaranes". Desde 1112, ano da morte do seu esposo, D. Teresa detinha o governo do condado Portucalense tendo a seu lado fidalgos castelhanos, nomeadamente Fernão Peres de Trava, com quem, pensa-se, terá mantido uma relação marital. Já desde 1127 o infante Afonso Henriques mantinha discórdias importantes com sua mãe; tentou por este motivo apoderar-se do governo do Condado.


As tropas do infante e dos barões portucalenses enfrentaram as de Fernão Peres de Trava e dos seus partidários portugueses e fidalgos galegos no dia de S. João Baptista do já referido ano de 1128. A vitória foi para D. Afonso Henriques. O cronista do mosteiro de Santa Cruz aproveitou a coincidência da data da batalha com a festa religiosa para exaltar o acontecimento, conseguindo colocá-lo ao nível das intervenções divinas. S. João Baptista tinha sido o anunciador de Jesus Cristo pelo facto de a batalha se ter dado na data em que se venera esse santo e a vitória ter sorrido a D. Afonso Henriques. Tal facto é, para o cronista, prova de que o infante era, também ele, o anunciador do aparecimento de um novo reinado.


Efectivamente, esta batalha foi decisiva, pois com ela mudaram os detentores do poder no condado (expulsão de D. Teresa e do "seu conde") e mudaram ainda as relações das forças sociais para com o próprio poder. Os barões portucalenses, ao escolherem D. Afonso Henriques para seu chefe, recusavam-se a aceitar a política da alta nobreza galega e do arcebispo de Compostela; por esta via estavam a inviabilizar um reino que englobasse Portugal e a Galiza. Desencadearam uma corrente independentista capaz de subsistir por si só e capaz de resistir a todas as tentativas posteriores de reabsorção.


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A localização exacta do campo de batalha é ainda pouco precisa; sabe-se, no entanto, que a refrega se deu, sem qualquer dúvida, perto de Guimarães.











Nota: A minha saudosa sobrinha Ângela deixou-me aqui um único comentário neste blog, em Dezembro de 2009; mal eu sabia que sete meses depois ela partiria deste mundo. Que a Luz esteja com ela!

8 comentários:

Agulheta disse...

Lucy. Boa noite,esta freguesia de Guimarães conheço muito bem,muitas vezes passei neste lugar antes de haver auto estrada,bom trabalho,dás a conheçer um pouco o nosso país com poesia à mistura.
Beijinhos de amizade bfs
Lisa

S disse...

Bom dia, amiga!

Este blogue tem contribuído para despertar em mim o imenso Amor que sentia por Portugal em criança.
O nevoeiro está-se a dissipar e as gaivotas nos portos já sabem que não há nada mais para esperar.Acho eu...

Onde quer que eteja, um beijinho ao senhor teu pai. (se calhar agora é um dos guitarristas da Amália :)

Um beijinho para ti

São
(Mas cadê a cestinha do pão? Vinha buscar um pãozinho para acompanhar o café no pequeno almoço~~)
Até logo

Lucília Ramos disse...

Olha, São, misteriosamente como apareceu, assim desapareceu... a cestinha do pão. Claro que o slideshow também 'voltou'. Quando abri a página ontem de madrugada, tinha 'dois' slides ao mesmo tempo. Vai lá a gente compreender isto!?

Bem, guitarrista da Amália não direi, o ouvido para a música era péssimo, mas poeta-compositor de letras, quem sabe!?

E fiquem bem, as duas amigas, São e Lisa.

Lucy

Eduardo Aleixo disse...

Postagem que transmite paz: será da còr predominantemente azul? Também se bebe nela melancolia doce: será do fado? Zé, emigrante nos arrdores de Paris, com saudades da Pátria, chama-me a atenção para a beleza esguia, nervosa e livre das gaivotas. A Maria, também emigrante, com saudades do quintal minhoto e dos riachos da zona de Ponte de Lima, diz-se maravilhada com a luz maviosa da vela, os pontos luminosos dos candeeiros, a lágrima laranja do poente e as fachadas silenciosas das igrejas. Eu comcordo, apenas acrescento:
- E que bela e respeitosa a homenagem da Morgada ao senhor seu pai, Manuel Joaquim Ramos...
E quedámo-nos calados, a ver, a ouvir, embevecidos, agradecidos.
Abraço-te com muita amizade. E transmito-te as saudades do Zé e da Maria, qyue me dizem que em breve vão de bacanças...

Lucília Ramos disse...

Então, Poeta, para que saia a melancolia fica a cor 'amarela' para transmitir alegria e vivacidade.

Saudações ao emigrantes. Cá os espero de bacanças no Natal - se o comboio arretar em S. Bento, claro!?

Também a ti, poeta de alentejos e além centro, te espero em qualquer estação. Diz a que te dá mais jeito.

Multiolhares disse...

Já tenho dito que Portugal é pequeno mas tem locais lindos, o meu filho já viveu em Guimarães e eu em Braga ou seja acho o Minho muito lindo de uma beleza natural sem igual, quanto ao local onde moro na Nazaré é pequenino mas uma delicia, como eu amo o mar sinto-me em casa.
beijinhos

angela disse...

Olá titia!Tu como sempre nao deixas passar nada,e,ainda bem que és assim.Obridada por seres minha Tia.Brijos grandes

Lucília Ramos disse...

Olá minha menina do coração! Ainda bem que vieste até aqui (...porque afinal falta cumprir... o Amor a Portugal!).

Um beijo da Titia.

Um abraço também para a Luna nazarena.