Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Serra da Estrela - Penhas da Saúde (6)

Um lugar muito especial na serra, respira-se o ar fresco da montanha e, num dia de sol lindo, uma pessoa até se esquece do mundo, tal é a beleza do local. 
No alto da montanha, pertinho lá do céu... Ah! Quem me dera lá viver!
Há uma aldeia a nascer, com casinhas que vão sendo restauradas, muito giras, mas tudo deserto...
É também uma zona de chalés para alugar, um bairro inteiro! 
Alguns hotéis lindos, com vistas magníficas sobre a serra...
E, depois, há a Lagoa do Viriato para fazer umas caminhadas, mas a seu tempo lá chegaremos.

Penhas da Saúde


Penhas da Saúde e uma bonita aldeia de montanha situada bem no coração da imensa Serra da Estrela, pertencente ao município da Covilhã. 


Situada a cerca de 1500 metros de altitude, as Penhas da Saúde ganham vida com a chegada do Inverno, quando se enchem de neve e turistas. 


A paisagem montanhosa de ar puro e paz de espírito é o grande atributo desta localidade, que prima pelo alojamento e oferta turística como estalagem, hotel e “chalets” de montanha que lhe confinam uma imagem muito própria. 


Anteriormente as Penhas da Saúde eram uma conhecida estância termal e, devido aos puros ares da montanha, um local ideal para curar doenças respiratórias, como ainda se pode observar no antigo edifício do Sanatório dos Caminhos de Ferro que, de acordo com um projecto em curso, será adaptado a Pousada Regional. 


Está, igualmente, em curso actualmente um projecto camarário que visa dotar as Penhas da Saúde com cerca de 500 habitações e zonas de comércio que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais, culturais e desportivos, transformando-a numa estância de montanha de excelência





Sanatório transformado em Pousada

Projectado pelo arquitecto Cottinelli Telmo nos anos 20,foi mandado construir pelos Caminhos de Ferro para tratamento de Tuberculose dos seus funcionários, visto poderem beneficiar da localização em sitio calmo e dos ares da Serra, fazendo parte da rede de 11 sanatórios, existentes no inicio do século XX.
Demorou 8 anos a ser construído (1928-1936) e permaneceu fechado durante outros tantos anos, devido a circunstâncias diversas e estranhas à CP. Depois viria a ser arrendado à Sociedade Portuguesa de Sanatórios, com a condição de receber todos os doentes necessitados de tratamento de altitude, tendo cinquenta camas à disposição da Assistência Nacional aos Tuberculosos.
O edifício acolheu, ao longo de mais de 40 anos, muitos milhares de tuberculosos, provenientes de todo o país, que procuravam recuperar da Tuberculose nos bons ares da Serra da Estrela.
Apesar de acolher doentes de todas as classes sociais, os doentes menos favorecidos não tenham acesso a todas as alas, algumas destinadas apenas às classes altas, que ali encontravam todo o conforto que o dinheiro podia comprar.
Oito anos após a cedência, o edifício passou para as mãos do Estado, tomando conta dele o Instituto de Assistência Nacional de Tuberculose (IANT), passando também a partir de 1953, a ser internados doentes pobres.
O recurso à quimioterapia antituberculose, levou ao encerramento dos sanatórios afastados dos centros urbanos e pouco rentáveis. E o Sanatório das Penhas da Saúde não mereceu diferente sorte, fechando as portas em Junho de 1969.
Em 1969, por ordem do Ministério de Saúde e Assistência seria dada ordem de encerramento. O seu ultimo director Dr. Carlos Coelho, licenciado em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, acabou por ser o ultimo testemunho do encerramentodo Sanatório.
Palco de grandes historias humanas, umas com sucesso, outras dramáticas, devido as carências na época. Portugal entrava em guerra com algumas colónias em África, que originou uma época de grande crise, pobreza e miséria,
Nos anos seguintes, houve a tentativa de aproveitar a estrutura, chamando-se Abrigo dos Hermínios com a finalidade de servir de albergue, estrutura de apoio ao alojamento na Serra da Estrela, tendo sido mesmo mudadas todas as camas do edifício.Após o 25 de Abril, e devido à falta de alojamento, serviu de residência temporária aos retornados e refugiados das antigas colónias.
Desde os anos 80 que foi deixado a um abandono profundo, que tem originado o seu estado de degradação até aos nossos dias.
Avaliada entre cem e cento e cinquenta milhões de euros, a reconstrução do Sanatório ultrapassa as possibilidades da Turistrela, o que obrigou à cedência em favor da Enatur.
A 28 de Novembro de 1998, o Sanatório é vendido pela Turistrela à Enatur, pela simbólica quantia de 1 escudo. Em troca, entre outras contrapartidas, a Enatur compromete-se a reconstruir o edifício e transformá-lo numa Pousada Regional de grande qualidade.´

2 comentários:

Campista selvagem disse...

Que lindos sitios, pena não estar frio, falta a n...

Lucília Benvinda disse...

Campista,

Pois...

;)