Fotografia do "Rio Cávado, no Gerês"

domingo, 8 de Março de 2009

Uma viagem no tempo... Vila das Aves

Relembrando...

Vila das Aves situa-se no extremo nordeste do Concelho de Santo Tirso.
Está localizada numa espécie de cunha peninsular, entre os rios Ave e Vizela.
Era designada, antigamente, por S. Miguel de entre ambas as Aves, por estar entre estes dois rios.
A primeira referência à paróquia de S. Miguel das Aves aparece nas Inquirições de D. Afonso II em 1220 e, depois, nas de D Afonso III em 1258.

"Aves" no feminino, é uma latinização medieval dum vocábulo celta. "Aves", não tem nada a ver com pássaros (avis. f, em latim) mas com "Avo", étimo celta de significação hídrica: água corrente, rio.

O nome de Vila das Aves é recente, data apenas de 1955, altura em que devido ao seu grande desenvolvimento urbano e industrial, foi elevada à categoria de Vila.

http://bibliotecaeb23vilaaves.blogspot.com/2008/10/exposio-vila-das-aves_20.html




(Gracindinha)
Foto retirada da Junta de Freguesia de Lousado:  http://www.freg-lousado.pt/

Fotos tiradas em Abril de 2007, do comboio em andamento entre Vila das Aves e Santo Tirso, recordando um percurso que fazíamos, diariamente, eu e os meus irmãos, para estudarmos em Santo Tirso, no início dos anos sessenta.
Agora é tudo novo, a estação velha já não existe, não mais deita fumo nem cheira a carvão, o velho comboio "arrastão" parou de vez. Até a "Gracindinda", que era a automotora mais pequenina em que alguma vez viajei, também se encontra no eterno repouso do museu. E as vezes que, desafiando o perigo, nos punhamos a caminhar pelos carris até à única estação intermediária: Caniços! Que grandes aventuras as de então! E estou a falar de crianças de 10 a 12 anos de idade.
Ficaram as lembranças e a visita ao Museu Ferroviário de Lousado, aqui no concelho de Vila Nova Famalicão.
Foi um passeio nostálgico, carregado de emoções vividas, avivando cenários há muito perdidos na memória do tempo.
(Passando o rato nas imagens podem ver-se as legendas)



O TEMPO COMO RAIZ

Sempre resta
Todo o tempo dos malmequeres

E aquela fresta
Que no coração se abre

O cheiro a giesta
O sonho que na mão cabe

E a força que gera
Da ternura

O tempo faz-se
Nasce...

Nos pés dos malmequeres!

Um poema de Ausenda
do blog "Utopia das Palavras"
http://poemas76.blogs.sapo.pt/


11 comentários:

Multiolhares disse...

Estão muito bonitas as fotos
vivi durante um ano em Braga bela terra e o geres é de encantar
Bj

Eduardo Aleixo disse...

Lindas as tuas fotos, amiga.
Um beijinho, com desejos que passes um dia com muito amor, neste dia da Mulher.
Olha: se quiseres, vai ao meu blogue e ouve uma musiquinha que lá está.
Eduardo

Lucy disse...

Multiolhares,

Não sabia que tinhas andado pelo norte?!

Eu também vivi um ano em Braga, mas logo tive, quase obrigatoriamente, de regressar a Vila Nova de Famalicão, depois de ter vivido 10 anos no Gerês.

Nunca senti Famalicão como a 'minha terra' e a minha intuição não me engana. Talvez um dia volte à terra que adoptei como de nascimento: o Gerês!

Um beijo para ti, Luna.
Lucy

Lucy disse...

Alô Eduardo!

Já fui ouvir a tua musiquinha. O meu dia da Mulher foi passado 'solitariamente' num passeio de Domingo, mas invertendo o sentido de todas as grandes filas de automóveis, que aproveitando um dia de sol quentinho rumam às prais mais próximas: Vila do Conde e Póvoa de Varzim - e outras viaturas circulam para os Centros Comerciais da zona.

Eu fui para o monte da Nossa Senhora da Assunção - aproveitar um pôr-de-sol lindíssimo.

Mas depois mostro...

Um beijo,
Lucy

Nela disse...

Lucy irmã,
Eu também sinto que não pertenço a V. N. Famalicão, e, a Vila das Aves era boa na nossa infância...agora não sei se gostaria de ir lá parar...acho que não!
Qual será a minha terra natal?
Talvez, onde o céu for mais azul e o sol brilhar mais dentro de mim, do que o costume, de resto, tanto faz! Mas penso que o meu paraíso ainda é uma incógnita para mim.
Não tenho terra, mas se a tiver que seja aqui em Portugal. É que gosto de falar português, com as outras línguas atrapalho-me muito e sai..."uma campanela"!
Beijinhos da Nela

Safira disse...

Para além das fotos, explicações interessantes: aves são águas correntes em linguagem céltica, que giro.

A Candidinho é muito gira também :)
Bom dia!

Safira disse...

: é "Gracindinha" ~~ giríssimo, o nome.

Lucília Ramos disse...

Pois é, Safira, a "Gracindinha" era a nossa automottora de eleição, mas não circulava nas horas em que a automotora normal levava a estundantada toda, só nas horas mais vazias do dia. Muito gostava eu de ir sentada mesmo à beira do maquinista, pois não tinha separação alguma. Podes ver o interior em:

http://www.freg-lousado.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=66&catid=22&PageNo=2&offset=0

Imagina eu sempre a olhar para as manobras do maquinista e a desjar saber tento como ele. Que vida feliz! Pensava eu, sem imaginar que ele também podia enjoar de fazer sempre as mesmas viagens.

Mas peripécias de comboios tenho algumas. Vou tentar visitar o museu e tirar algumas fotos para publicar aqui. Já visitei várias vezes mas com os alunos da escola.

Gostaria que contasses as tuas aventuras "portuguesas" no teu blog, pois acho que as memórias ficam vivas e enriquecem a nossa vida.

Beijos para a Violeta Dourada.
Lucy

Safira disse...

Qual blog? O que faço e desfaço? :)
e só para músicas e filmes, amiga, depois de visto ...puf

Sim, as memórias enriquecem a vida, se a memória for boa.

A voz da Amália é qualquer coisa, toca mesmo fundo.

Beijos para ti, da Safira, da Violeta Dourada, etc

Vou ver o interior da Candidinha

Safira disse...

E eu a dar com a Cândida, é Gracinda, sorry :)

Cá temos os vai-véns...

utopia das palavras disse...

Não viajei na "Gracindinha" mas fiquei a conhecer mais um lugar que nunca visitei.
As tuas fotos são a raíz do tempo. Para onde quer que vás, nós viajamos contigo...!

Beijos